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As queimadas e a preservação do meio-ambiente

                  No ano de 2020, as notícias sobre fogo na Amazônia e no pantanal foram frequentes nas emissoras televisivas, o que representa a atenção da necessidade de atenuar os casos de queimada e maximizar a preservação do meio ambiente. No entanto, a pouca relevância da frente parlamentar ambientalista no congresso e a normalização de tal prática por parte da população são desafios que precisam ser enfrentados para que isso aconteça


                Primeiramente, é importante ressaltar que a pouca representatividade da frente ambientalista no eixo legislativo é uma das barreiras que precisa ser enfrentada. Sem dúvida, a prova disso pode ser obtida ao observar o antigo sistema político de Atenas, o qual serviu de base para o modelo governamental brasileiro, no qual, nas discussões legislativas, os problemas apresentados pelas minorias geralmente eram desconsiderados, visto que a força de decisão pertence às maiorias. Dessa forma, no congresso nacional – onde as leis são feitas – caso a bancada ambientalista continue tendo um pequeno número de parlamentares, projetos de lei que podem atenuar as queimadas e auxiliar na preservação do meio ambiente não terão relevância na discussão.


                Outrossim, a normalização das queimadas por parte da sociedade é outro problema a ser enfrentado. Decerto tal fato da de acordo com as ideias de Bourdieu, sociólogo moderno, no seu pensamento sobre posturas simbólicas, ao afirmar que a convivência com um hábito faz com que tal prática fique sutil diante do povo, isto é, passe a ser corriqueira e de fácil reprodução. Dessa maneira, ao receber diversas fontes de informação sobre queimadas recorrentes, o povo acaba por adotar uma postura simbólica – de pouco estranhamento – diante dessa prática, o que, segundo o pensador, facilita a permanência desse habito na sociedade.


                Portanto, visto os desafios para se atenuar as queimadas e proteger o meio ambiente, o Ministério da educação deve, por meio de uma formação continuada, promover palestras para os pais e alunos da rede de ensino brasileira, a fim de alertar a população sobre os perigos da normalização e da pouca relevância de bancadas ambientalistas no parlamento. Ademais, tais iniciativas devem contar com professores especialistas, que motivem os alunos – futuros civis votantes – a terem uma postura diferenciada perante as queimadas. Assim, futuramente, menos notícias como as de 2020 farão parte do cronograma das emissoras, já que a problemática estará atenuada.

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