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As queimadas e a preservação do meio-ambiente

     No prelúdio do modernismo brasileiro, o futurismo vigorou-se como um movimento artístico-literário caracterizado, sobretudo, pela celebração do progresso social e ecológico ufanista. Entretanto, hodiernamente, os desafios das queimadas e a preservação ambiental no Brasil impedem, lamentavelmente, a conjuntura do manifesto futurista na nação. Nesse ínterim, é irrefutável afirmar que esse cenário negligente está ligado tanto à letargia governamental em fornecer um amparo fiscalizativo e infraestrutural, quanto à falta do senso crítico ambientalista civil.


     Sob esse viés, ressalta-se, sob um prisma político, a omissão estatal no tocante à gerência de controle da expansão das fronteiras agrícolas no país. Nesse contexto, é explícito o protagonismo impassível que o Ministério do Meio Ambiente exerce na gestão da prática criminal de queimadas em áreas de preservação- vigente especialmente na Amazônia, bem como na resolução de terras desmatadas e largadas. Isso corrobora, segundo o ''Programa Queimadas'' do INPE, para estorvos, como o fomento cada vez maior da desertificação da fauna e flora brasileira. Sendo assim, é fulcral desconstruir esse panorama intrinsecamente relacionado à perspectiva de assegurar o progresso e a proteção ambiental delineados no artigo 215 da Carta Cidadã.


     Dessa mesma forma, a carência de uma população criticamente esclarecida também é relevante para a preservação e manejo ambiental, uma vez que a cultura de cooperativismo influência a relação do homem com o meio. Nesse sentido, Michel Foucault, na sua obra ''Vigiar e Punir'' alude a docilização dos corpos, na qual relata a capacidade e o poder do conhecimento mútuo para o fim de estigmas sociais. Com isso, é evidente que a trivialização das queimadas indiscriminadas é, de fato, resultado de uma não confabulação cívica, seja por interesses capitalistas de terras, seja pelo descaso do setor informativo. Por consequência, enquanto não houver uma reeducação cidadã, essa problema será uma mazela atemporal cultural.


         Portanto, é urgente uma manifestação futurista no âmbito ambiental do Brasil. A princípio, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por intermédio de sanções no Ministério do Desenvolvimento Regional, elaborar um Programa de Desvelo Ambiental-PDA que, mediante uma equipe diversificada de profissionais e a guarda civil, faça medidas preventivas contra o ínicio de queimadas com o auxílio de radares climáticos, bem como estude uma maneira de reaproveitamento florestal de biomas desmatados. Ademais, é significativo que o PDA, por meio do Ministério da Educação, elabore projetos extensionistas de empoderamento do meio ambiente no âmbito laboral, doméstico e escolar, com o fito de excitar a importância da homeostase ecológica para o progresso. Nessa conjuntura, essas medidas terão como resultados não apenas as premissas do artigo 215 da Lei Maior, mas também a docilização do comunidade ambiental nas atuais e futuras gerações.

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