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As queimadas e a preservação do meio-ambiente

No início do século XVI, quando os primeiros colonos chegaram ao Brasil, práticas voltadas ao desmatamento e queimadas foram adotadas, visando a exploração do pau brasil e, posteriormente, o cultivo da cana de açúcar. Apesar da passagem dos anos, o passado pouco se difere do cenário atual. Tal fato ocorre devido ao crescente índice do desmatamento e queimadas florestais para fins econômicos, além disso, a ausência de educação ambiental também contribui para o contexto atual.

Em primeira análise, é importante salientar que a legislação brasileira permite o desmatamento e as queimadas para fins econômicos, desde que os responsáveis por estes os façam de maneira consciente e garantam o reflorestamento. O problema reside no fato de que, na maioria esmagadora das vezes, o desmatamento e as queimas ocorrem de forma ilegal, praticados por madeireiros e grandes latifundiários, que visam apenas o lucro exorbitante, sem se preocupar com o impacto advindo destas práticas, como explica Erika Berenguer - pesquisadora sênior da Universidade de Oxford. Como consequência, observa-se o detrimento da biodiversidade e severas mudanças climáticas.

Ademais, vale ressaltar que os crimes ambientais, muitas das vezes, são exercidos por parte da população local, que desconhece os impactos destes, pois apesar de existirem investimentos por parte do Ministério da Educação ( como cursos à distância), o ensino voltado ao meio ambiente é optativo aos professores. Francis Bacon, filósofo inglês, defendia que "Saber é poder", portanto torna-se inviável que os residentes locais denunciem e evitem práticas ilegais se não tiverem conhecimento das mesmas, o que dificulta ainda mais a preservação ambiental.

Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), criem um canal de comunicação - presente em escolas e com plataformas online - com a população, com o intuito de conscientizar os indivíduos sobre crimes ambientais e os impactos trazidos por estes, possibilitando assim, que a população identifique crimes ambientais e denunciem, além de não praticá-los. Outrossim, o legislativo poderia criar leis que visassem sanções econômicas a agricultores e pecuaristas que não respeitarem o código florestal. Visto que, só assim, pode-se atenuar o cenário atual, pois como disse Maratma Ghandi "Temos que ser a mudança que queremos ver".

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