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As queimadas e a preservação do meio-ambiente

O poema do modernista Carlos Drummond de Andrade, "No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho", é eficiente em retratar a relação entre as queimadas e manutenção do ambiente, colocando-as como um obstáculo para a concretização deste objetivo. De fato, este é um grave empecilho no hodierno cenário, fruto da anomia estatal e de interesses comerciais. Portanto, faz-se necessário analisar as causas, consequênciais e possíveis soluções para a problemática.


Em primeiro plano, urge compreender a atual conjuntura pela perspectiva do conceito de anomia social do sociólogo Emile Durkeim. Segundo ele, este é um estado caracterizado pela ausência de normas sociais e morais que guiem a sociedade. Deste modo, o governo brasileiro adota supracitada posição na questão das queimadas, permitindo, assim, que empresas privadas destruam o ambiente para a produção de madeira, criação de animais, e cultivo de plantações, objetivando a comercialização. Perante o exposto, é fulcral a participação do Estado no combate a esta prática, e inadmissível sua ausência haja vista os altos impostos que os cidadãos pagam.


Por conseguinte, observa-se um significativo aumento desta agressão ao meio-ambiente, bem como o agravamento de seus efeitos colaterais, como aponta um estudo realizado pelo IBGE em 2012, confirmando o crescimento da poluição atmosférica decorrente das queimas. Vale destacar, também, que embora estes incêndios tenham por vezes origens naturais e sejam benéficos a certos ecossistemas, em suas maioria eles são oriundos de ações humanas e se configuram por seu aspecto nocivo. Assim sendo, é imperiosa a urgência ao enfrentamento destes crimes, para que se possa barrar os efeitos catastróficos passíveis de concretização.


Destarte, é de imediata carência desdobramentos que permitam a superação desta inercial situação. Cabe, portanto, ao governo central, por meio do IBAMA e do INPE, monitorar as atividades de queima nas regiões sucetíveis, com a aquisição e o auxílio de modernas tecnológias, e intensificar as ações de aprensão dos materiais oriundos desta atividade. Assim como incumbe ao poder legislativo a formulação de leis mais rígidas de punição ao crime. Estas medidas devem visar a diminuição de incêndios e a preservação ambiental, tornando, desta maneira, possível a retirada da pedra do caminho a um Brasil mais consciente. 

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