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As novas configurações da família contemporânea no Brasil

Alguns conceitos estruturais de família no Brasil sofrem intolerância, porque saem de um padrão, que é a formação clássica ‘casal com filhos’, representando 49.9% dos domicílios, de acordo com o IBGE. A formação clássica de família foi construída historicamente pela moral religiosa e conservadora do país, além disso, atualmente há tentativas de negar essas novas organizações familiares.


Primeiramente, o Brasil foi colonizado por portugueses que trouxeram consigo a sua cultura e religiosidade. Muitos desses aspectos religiosos influenciaram na organização familiar. No Código Civil de 1916, a família estava baseada no espectro religioso, sendo definidas apenas quando emergiam da união matrimonial entre um casal, homem e mulher. Desse modo, a consideração feita para que se definisse uma família, era baseada apenas na moral religiosa e não na organização saudável de laços fortes. Portanto, a igreja e a sociedade cristã ainda influenciavam fortemente nas decisões políticas de forma religiosa e ainda esses pensamentos influenciam na sociedade atual.


Além disso, embora as novas famílias tivessem conquistado direitos e reconhecimentos, não está sendo o suficiente para impedir um grande retrocesso e novamente uma negação dessas novas configurações. A Comissão Especial do Estatuto da Família, reconhece como família apenas a união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou de união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos. Desse modo, esse estatuto não reconhece as novas estruturas familiares, como os casais homoafetivos, família anaparental, etc. Evidencia-se, portanto, novamente uma tentativa de repatriar um pensamento conservador e religioso, que nega essa atualidade brasileira e parodiando o Código Civil de 1916.


Portanto, deve-se dar importância para a consideração da evolução e novação do conceito de família. O Ministério da Educação (agentes) deve criar em escolas, uma vez ao mês, um espaço onde os pais que formam essas novas famílias, possam comunicar aos jovens como é importante o laço afetivo entre os membros das famílias e não quem a compõem, mas como compõem e interage. As palestras com dinâmicas, perguntas, informações e problematizações entre os pais e os alunos é importante para desenvolver o assunto. A compreensão sobre o tema possibilita uma visão dos alunos mais tolerante, pois eles identificarão a evolução do conceito de família e a impossibilidade de negar as novas organizações familiares.

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