ENTRAR NA PLATAFORMA
As novas configurações da família contemporânea no Brasil
A Sociologia surgiu em meados do fim do século XIX e início do XX com base nos estudos de pensadores como Marx, Weber e Durkheim e fundamentou-se na tese da família como base da sociedade. Entretanto, o conceito relativo a essa estrutura social permaneceu indefinido. É a família, como pensado no passado, composta rigidamente por um casal heterossexual com seus filhos, ou não, isto é, esse conceito está suscetível a mudanças, como as ocorridas na contemporaneidade, e abriga novas configurações familiares? Com base nessa última ideia, o reconhecimento legal dos tipos diferentes de laços afetivos interpessoais, bem como o preconceito dirigido a esses caracterizam os novos modelos familiares no Brasil contemporâneo.
A princípio, o Brasil tem avançado, durante o século XXI, em reconhecer legalmente a diversidade de configurações familiares. O Supremo Tribunal Federal brasileiro, por exemplo, validou, em 2011, a união homoafetiva em todo território nacional. A iniciativa abriu espaço, consequentemente, para a regulamentação de novos moldes familiares na nação brasileira. Segundo reportagem do Jornal de Luzilândia, o judiciário brasileiro considera a legalidade de tipos diferentes de laços familiares que vão desde a família matrimonial até a família eudemonista. Para se ter uma ideia da diversidade, enquanto as primeiras sustentam-se pelo casamento entre pessoas tanto heterossexuais quanto homoafetivas, as últimas ligam-se por vínculos afetivos, semelhantes aos de uma amizade. Logo, o reconhecimento legal dos novos tipos familiares na nação latino-americana encontra-se em pleno avanço.
No entanto, tal reconhecimento dos novos modelos de família no Estado Brasileiro não fez com que o preconceito e a intolerância contra esses sejam mitigados. As práticas discriminativas ainda existem e resultaram, em 2014, na morte de 326 homossexuais, segundo estudo do Grupo Gay da Bahia. Outrossim, algumas práticas políticas contribuem para tal. O retorno do debate em plenário do projeto de Lei que pretende instituir o Estatuto da Família, realizado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é uma prova disso. Tal proposta representa uma discriminação das novas formas familiares e o reconhecimento das famílias somente no molde tradicional. Assim, presencia-se no Brasil, ainda, o preconceito contra as novas configurações de família, o que deve ser combatido.
Destarte, o desafio imposto ao país pelas novas formações familiares consiste em preservar a garantia legal da diversidade de famílias, ao mesmo tempo que se devem enfrentar as manifestações preconceituosas ligadas à intolerância para com essas. Urge, portanto, que o Legislativo do país, por meio de decisão em votação plenária, rejeite o projeto de Lei sobre o Estatuto da Família, a fim de se evitar o aumento da discriminação contra a diversidade familiar brasileira. Ademais, no campo educacional, o Ministério da Educação (MEC), responsável pela educação brasileira, pode, por meio de alterações no currículo da Educação Básica, incluir disciplinas sobre a importância do respeito para com os novos laços familiares. para que já na infância e pelo restante do crescimento intelectual dos jovens amadureça a ideia de que deve prevalecer o amor, e não o ódio, tanto dentro quanto fora das novas configurações familiares contemporâneas do Brasil.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde