O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

As dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado de trabalho

          Em ‘’Vidas Secas’’, escrito por Graciliano Ramos, é retratada a história de Fabiano, personagem principal, na tentativa de conseguir uma prática laboral para sustentar sua família, porquanto ele era pobre e morava em uma área afastada da cidade. Diante disso, é possível perceber que o cenário da literatura se assemelha à questão das dificuldades de atuação de universitários e dos recém-formados no mercado laboral, uma vez que, embora esse público seja mais instruído academicamente, não há, muitas vezes, políticas estatais para inserir esses indivíduos na economia. É mister analisar, portanto, não só o ensino teórico demasiado nas universidades, mas também as consequências geradas na comunidade.


          A princípio, faz-se imprescindível ponderar que as universidades públicas e privadas não efetivam metodologias estudantis voltadas para a economia de maneira eficaz, dificultando a inserção dos universitários no mercado de trabalho. Isso porque, conquanto Paulo Freire, professor brasileiro, já tenha afirmado que a educação precisa do auxílio de outros agentes sociais, como os órgãos ministeriais, para tornar o letramento adaptado à realidade, inexiste a participação digna de empresas no processo de recrutamento de indivíduos que se destacam nas instituições superiores, visto que os conteúdos teóricos se sobressaem aos empíricos. A partir disso, tanto os graduandos quanto as pessoas já formadas ficam ociosos referente ao aprimoramento laboral, indo de encontro com a premissa de Freire.


          Por conseguinte, evidencia-se que, com a negligência das instituições, o desemprego e a desvalorização do ensino superior violam a integridade acadêmica dos indivíduos que optam pela graduação. Nesse sentido, a sociedade fica desorganizada, deixando clara a omissão estatal na possibilidade de remediar as problemáticas sociopolíticas, já que, para Rousseau, pensador contratualista, é competência do Estado garantir o bem-estar comunitário. Assim, a administração pública necessita atuar na realidade dos universitários, a fim de que eles possam ingressar no mercado de trabalho, havendo, dessa forma, a valorização acadêmica. Enfim, é imperioso alterar esse impasse e implementar a política de estabilidade de Rousseau.


          Fica exposto, em resumo, que a intempérie advém de causas institucionais. Logo, com o intuito de minimizar o desemprego e a desvalorização acadêmica, urge que o Ministério da Educação, órgão de competência sociopolítica, facilite a inserção dos universitários na economia. Essa medida será realizada por meio do recrutamento de graduandos e graduados pelas unidades empresariais públicas e privadas, proporcionando a alteração da ociosidade das pessoas que optam pelo ensino superior. Feito isso, tornar-se-á a sociedade brasileira diferente da realidade de Fabiano no livro publicado em 1938.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!