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As dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado de trabalho

     Consoante a Constituição Federal de 1988, compete ao Estado e à família, por meio da educação, garantir a qualificação dos cidadãos ao mercado de trabalho e, com isso, promover o pleno exercício da cidadania. No entanto, quando se observam as dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado em questão, no Brasil, atualmente, nota-se que, em razão de uma persistente resseção econômica e da ausência de políticas sociais efetivas, inúmeras pessoas sofrem com as consequências inerentes ao desemprego, fato que, por sua vez, subverte um direito previsto na Carta Magna brasileira.


     A princípio, cabe pontuar que a contração do ciclo econômico nacional é um dos principais fatores à manutenção do desemprego de jovens no país. Somado a isso, a inoperância estatal, no que se refere à implantação de políticas públicas que busquem atenuar essa realidade, também é responsável pela permanência dessa problemática. Uma prova da importância do Estado à solução dos problemas relacionados ao desemprego está em um evento marcante da história mundial, a Crise de 1929 – proveniente dos Estados Unidos, em que ocorreu uma forte intervenção do governo estadunidense, mediante políticas econômicas, à solução do desemprego massivo oriundo da crise financeira. Desse modo, depreende-se que há uma necessidade de, por meio de projetos econômicos efetivos, atenuar esse impasse.


     Além disso, convém frisar que as dificuldades expostas à inserção de jovens no mercado são potencialmente nocivas ao bem-estar desse grupo, haja vista que o desemprego, muitas vezes, está intrinsecamente ligado ao surgimento de enfermidades mentais – tais como a ansiedade e a depressão. Nesse âmbito, vale citar a máxima do filósofo Karl Marx, a qual define o ser humano como um ser social, visto que é dotado da necessidade de desenvolver potencialidades que o permitem conviver em um meio coletivo. Dessa forma, ao analisar a afirmativa de Marx, é possível inferir que os empecilhos à conquista de uma vaga no mercado produtivo atuam diretamente na supressão da plena participação de jovens na coletividade, o que pode os afligir e colocá-los em um estado de instabilidade emocional.


     Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Economia crie projetos que visem mitigar essa problemática. Com base nessa premissa é primordial que, por intermédio políticas econômicas que promovam reduções tributárias a empresas dispostas a contratar pessoas do grupo em questão, ocorra, assim, o estímulo à contratação de jovens universitários e recém-formados por empresas privadas de diversos setores no país, com o objetivo de reduzir os problemas ligados ao desemprego. Tudo isso com o propósito de que o tecido social, enfim, se beneficie de um direito constitucional e indispensável ao bem-estar coletivo – a garantia do exercício cidadania mediante a inserção no mercado de trabalho.

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