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As dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado de trabalho

   Após a crise do Keynesianismo e eclosão da Terceira Revolução Industrial, a relação entre ensino superior e mercado de trabalho se tornou essencial, em que profissionais especializados voltados para a prestação de serviços viraram o foco das empresas. No entanto, atualmente, a oferta de empregos está ficando cada vez mais escassa por conta da competitividade numérica e requerimento de experiência de mercado, o que faz com que se rejeitem recém-formados. Nessa perspectiva, nota-se a forma de ensino equivocada e a inabilidade estatal como fatores que agravam esse quadro.



   Em primeira análise, é válido destacar a priorização da teoria em detrimento do pragmatismo em meio acadêmico. Nesse sentido, levando em conta a visão imediatista de trabalho das empresas na contratação de funcionários, a matriz curricular do ensino superior voltada para o conhecimento técnico sem aplicabilidade de mercado, acaba desfavorecendo recém-graduados. Logo, comparado a outros já experientes nas áreas relacionadas na busca de emprego, faz com que a promoção de estágios e o fortalecimento de negócios de empreitadas e universidades seja essencial.



   Em segundo plano, salienta-se a ineficácia e infortúnio do Governo. Nesse âmbito, a imposição de regulamentos em leis trabalhistas dificulta a promoção do investimento em jovens dos empregadores, além das complicações do setor privado em investir em universidades públicas visando a troca de mão de obra potencial por financiamento. Em vista disso, é notório o contraste do papel do Estado como pai e promotor de cuidados aos seus filhos, que seriam os cidadão, na tese do filósofo Hegel, em que acarreta no subemprego.



   Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para alocar os recém-formados no mercado de trabalho de forma efetiva. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação orientar a reformulação da matriz curricular dos cursos geridos pelo MEC, adequando o ensino para a perspectiva econômica das empresas, com intuito de dar melhores condições de empregabilidade. Além disso, é dever do Governo Federal facilitar contratos de estágios, outros após a graduação e ações de serviços ainda no curso, a fim de dar mais capacidade e experiência aos formados. Desse modo, voltar o foco empresarial ao setor acadêmico, que antes acabou perdendo a prioridade.

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