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As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

   Em sua obra a ¨República¨, de Platão, ele cita que o começo é a parte mais difícil do trabalho. Partindo desse panorama, no Brasil de hoje, há introdução dos jovens no mercado de trabalho é a parcela que apresenta mais dificuldade para iniciar. Desse modo, é primordial interpor como pauta uma ampla discussão em pelo menos em dois aspectos: inércia estatal e leis inoperantes.


   Nesse contexto, vale lembrar que à luz da Constituição Federal, garante promoção do bem de todos, sem preconceitos de idade ou quaisquer outras formas de discriminação, porém, a não inserção dos jovens no mercado de trabalho viola essa garantia, uma vez que Estado é inerte perante esse embate. Esse cenário nefasto surge quando o Governo ausenta-se de investir em políticas públicas como treinamento, qualificação e cursos de aperfeiçoamento no ramo laboral para esse público. Consequentemente, pós-término do ensino médio, muitos jovens, procuram trabalho e acaba sendo discriminado por não apresentar currículo habilitado suficiente para aquele cargo. Logo, o resultado não poderia ser outro: jovens desqualificados e desempregados.


    Além disso, não bastasse ineficácia estatal, discutir rumos para superar os desafios pelos jovens na inserção no ramo laboral torna-se ainda mais agravante na medida em que há insuficiência de leis no corpo social. Nesse viés, é pertinente trazer o discurso de Maquiavel, mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes. Essa perspectiva do filósofo aponta uma falha muito comum na sociedade: acreditar que implementação da lei, a exemplo da Lei Jovem aprendiz, pode resolver problemas complexos como garantir inclusão dos jovens no mercado de trabalho. Prova cabal dessa realidade, são os dados divulgados pela CBN, no qual aponta que o percentual de empresas que cumprem essa legislação não chega a 10%. Assim, se não há fiscalizações e punições que ajam no descumprimento do regime jurídico vigente, o problema continuara se perpetuando no país.


   Diante do exposto, para promover o acesso do público jovial no mercado de trabalho, o Ministério do Trabalho — agente responsável pela geração de emprego e renda — deve implementar programas de cursos de capacitações e técnicos nas comunidades e escolas, selecionando jovens de baixa renda, por meio de entrevistas e perfil adequado para o curso pretendido, com finalidade de qualificá-los e preparar para ingresso no mercado de trabalho. Como também, o Governo deve fazer um levantamento nas empresas, que possuir os requisitos para contratação de jovem aprendiz, fiscalizações para cumprimento da referida lei, e punições com multas em caso de descumprimento. Assim tomadas tais medidas, o Brasil colocaria em prática um país igualitário que foi idealizado pela Carta Magna do país.


 


 


 


 

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