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As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

Muito se tem discutido, na contemporaneidade, sobre as vivências que permeiam as relações de indivíduos societários. Dentre essas, as medidas a serem tomadas para melhor preparar os jovens para os desafios do mercado de trabalho contemporâneo, destacam-se. Assim, é necessário contextualizar o imbróglio para que suas causas possam ser minimizadas.


Em primeira análise, é indiscutível o protagonismo da tecnologia nas rápidas mudanças do mercado de trabalho. Com os avanços obtidos desde a Primeira Revolução Industrial, a relação do homem com o labor alterou-se drasticamente devido ao início do uso de máquinas, as quais tomaram o lugar que antes era somente do trabalho manual. Assim como com a inserção de tecnologias cada vez mais avançadas no cotidiano, que requerem mão de obra especializada e conhecimentos específicos para seu uso. Tais avanços, à medida que são adotados pelas empresas, descartam o trabalho braçal e repetitivo - criticado por Charles Chapplin em sua obra “Tempos Modernos” devido aos danos físicos causados aos empregados -, e necessitam de colaboradores especializados, humanos e criativos para realizarem tarefas que (ainda) são impossíveis para as máquinas.   


Paralelo a isso, a educação pública não avança na mesma proporção que os requisitos do mercado de trabalho. O mesmo modelo de ensino usado há décadas claramente não ensina os jovens sobre automação, internet das coisas, “machine learning” ou sobre metodologias ágeis. Dessa forma, vagas para empregos seguros, os quais oferecem os devidos direitos trabalhistas, se restringem somente à uma pequena parcela da população que tem acesso à educação de qualidade e especialização. Assim, aqueles que não possuem acesso ao ensino crítico e criativo, estão fadados a empregos sem vínculos, a chamada “uberização” do trabalho.  


Por conseguinte, cabe ao Estado assegurar a todos os jovens educação pública de qualidade desde as séries iniciais, por meio de investimentos nas escolas públicas, dando possibilidade ao desenvolvimento do pensamento crítico e criativo, assim como disponibilizar palestras com profissionais qualificados sobre visão de mercado de trabalho. Além disso, assegurar também o ensino superior a fim de os qualificar para empregos seguros. Somente assim será possível preparar os jovens para os desafios do mercado de trabalho contemporâneo.

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