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As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

Na literatura clássica "Admirável Mundo Novo", livro do escritor inglês Aldous Huxley, é retratada uma sociedade extremamente organizada, de modo que cada cidadão possui um emprego e a sua função. Fora dos livros, essa realidade se torna uma utopia para o jovens no mundo hodierno, visto que são evidenciadas as dificuldades da inserção do jovem no mercado de trabalho. Dessa forma, pode-se citar alguns fatores que corroboram para o agravamento e persistência da problemática: ínfimos mecanismos de inserção do jovem no mercado de trabalho e a ausência de experiência.


Cabe ressaltar, em primeiro plano, os poucos mecanismos de inserção do jovem no mercado trabalhista como impulsionadores do impasse, haja vista que esses projetos, a exemplo do programa Jovem Aprendiz, aumentam a empregabilidade e a renda. Porém, a adesão aos programas é baixa. Conforme o jornal Folha de São Paulo, em 2016, 93,8% das empresas não tinham nenhum aprendiz em seu quadro de funcionários. Nesse bojo, urge medidas que relacionem o ensino profissionalizante ao contexto das empresas.


Em segunda análise, vale ressaltar que a ausência de experiência da classe juvenil tem grande papel na persistência no dilema, uma vez que as empresas estão cada vez mais intransigentes, a escolher pessoas com mais anos de formação e mais qualificadas, prejudicando, assim, o jovem que acabou de sair do ensino médio ou que, por muitas vezes, está buscando emprego ainda no segundo colegial. conforme dados do IBGE, o percentual da População em Idade
Ativa (PIA) com 11 anos ou mais de estudo passou de 46,7% para 63,8%. Essa estatística revela que pessoas mais especializadas estão trabalhando por mais tempo, a sufocar a chance dos que querem iniciar. Nesse sentido, faz-se imprescindível medidas que estimulem a criação de cursos direcionados às pessoas que acabaram de sair da escola, a fim de haver uma concorrência pelo trabalho mais justa.


Para tanto, o Poder Público deve, pois, criar mais mecanismos de inserção do jovem em empresas, a exemplo do programa Aprendizagem Profissional, por meio da diminuição de taxação de tributos às empresas que adotarem os programas, a fim de aumentar o número de jovens trabalhadores. Isso à parte, o Estado deve criar serviços que ofereçam cursos técnicos, a exemplo de como são oferecidos no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), mediante políticas relacionadas ao desenvolvimento de aprendizagem e estágio, com regulamentação e fiscalização para que não haja exploração, com o fito de agregar maior experiência nos jovens recém formados. Pois só assim, serão minimizados os entraves na entrada dos jovens no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que possibilitará que estes mostrem seu potencial criativo.

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