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As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

No Período Varguista, no século XX, foi instituído a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que possuía como intuito promover o acesso ao mercado de trabalho de forma igualitária e a todos os cidadãos. No entanto, essa norma regulamentadora não contemplou todos os seus objetivos, tendo em vista o elevado número de brasileiros na condição de desemprego, incluindo jovens na idade economicamente ativa. Essa situação, por sua vez, tem o elevado grau de exigências das empresas, assim como a inadimplência estatal como fortalecedores dessa problemática. Logo, é necessário analisar as principais causas desse impasse, para combatê-la socialmente.


Em primeiro lugar, cabe abordar o papel das corporativas na gênese dos obstáculos para a ascensão dos jovens no mercado de trabalho. Nesse contexto, segundo John Locke, na teoria da Tábula Rasa, os indivíduos nascem como se fosse uma folha em branco e só as experiências, que estão além do processo educacional, poderão ditar o papel que esses indivíduos terão na sociedade. Dessa forma, apesar da legislação trabalhista determinar que empresas de médio e grande porte deverão ter jovens no quadro de profissionais, esses priorizam indivíduos com mais experiência profissional. Como consequência, os jovens não adquirem o que lhe é exigido pelas corporativas e, por isso, permanecem à mercê do desemprego, que potencializa a desigualdade social.


Além disso, é válido abordar o papel governamental na cristalização do desemprego dos jovens. Nesse ínterim, segundo o sociólogo Émile Durkheim, as escolas priorizam o repasse de conteúdos para serem cobrados em atividades curriculares e negligenciam o repasse de noções de cidadania e moral, as quais são primordiais para a ascensão dos jovens no meio social. Por consequinte, esses individíduos não adquiram o aprendizado solicitado pelas empresas, como pode ser ratificado por pesquisa, a qual veiculou que, em média, apenas 41,16% das empresas admitem jovens no seu quadro de funcionários. Dessa forma, a longo prazo, haverá o aumento do desemprego social, em consonância com o estrutural, realizado pelo aumento da utilização de máquinas, que diminuirá o potencial produtivo e competitivo do país.


Portanto, é necessário que haja um esforço contínuo federativo em busca do pleno emprego para os jovens brasileiros. Dessa forma, cabe ao Poder Público legitimar e fiscalizar a aplicação da lei trabalhista relacionada à entrada de jovens no mercado de trabalho, por meio da contratação de profissionais que irão averiguar a aplicabilidade da lei, a fim de impedir o desemprego e, consequentemente, a desigualdade social. Ademais, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), implementar disciplinas de cunho social na Base Curricular Comum, com o intuito de preparar os jovens para o mercado de trabalho e, assim, promover o pleno emprego a todos os indivíduos.

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