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As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

Acordar cedo, preparar o café, trocar de roupa, escovar os dentes, ir para a escola, estudar, estudar, estudar. Essa é a rotina de milhões de jovens brasileiros. Depois de um ano exaustivo, finalmente chega dezembro, é hora da formatura, mas como vai ser daqui em diante? É tempo de ingressar no mercado de trabalho, procurar um emprego. No entanto, as oportunidades nem sempre aparecem e o jovem se depara com uma realidade cruel, faltam postos de trabalho para boa parte desses cidadãos, e os motivos são múltiplos.
Dentro desse contexto, pode-se enfatizar a recessão econômica como um fator preponderante. A falta de uma política econômica sustentável que favoreça a plena geração de empregos, com ganho real na renda do trabalhador, e oportunidades de crescimento profissional, acabam podando o ingresso do jovem no mercado. Nesse cenário, o mundo corporativo acaba por privilegiar aqueles com maior qualificação profissional, experiência laboral e maturidade emocional. Logo, em um quadro de economia fragilizada com restrita oferta de vagas, torna-se natural, de certa forma, que os jovens sejam preteridos, aumentando as estatísticas de desemprego.
Para muitos outros, contudo, a dificuldade da inserção no mercado de trabalho é determinada pela ausência de uma maior profissionalização. As origens dessa disparidade se sustenta nas desigualdades sociais. Enquanto muitos têm a chance de se desenvolver academicamente a fim de melhor se prepararem para o exigente mercado, outros não dispõem dos mesmos meios, ficando mais vulneráveis às flutuações econômicas. Em consequência disso, em momentos de crise, como o atual, são os primeiros a serem demitidos do mercado formal de trabalho, segundo relatório do Ipea publicado em 2017.
Como se vê, aspectos econômicos e educacionais são pontos decisivos para a conquista efetiva do primeiro emprego. Desse modo, cabe ao governo federal a promoção de medidas emergenciais no intuito de promover o crescimento econômico. Assim, é importante dar prosseguimento a agenda de reformas como a da previdência e a tributária, por exemplo. Além disso, é essencial uma maior abertura de capital com o incentivo as privatizações e investimentos externos nos mais variados segmentos da economia. Igualmente, o MEC deve promover a ampliação na oferta de vagas no ensino profissionalizante e superior, bem como a melhoria na educação pública de base. Para isso, é importante que ocorram investimentos na área com a valorização dos professores e a adoção de novas propostas pedagógicas no intuito de preparar melhor os estudantes. Quem sabe com essas medidas se possa minimizar o problema da dificuldade de inserção do jovem no mercado de trabalho.
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