ENTRAR NA PLATAFORMA
As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho
Desde a criação da Teoria dos Jogos, desenvolvida pelo matemático John Nash, entende-se que os melhores benefícios para um grupo só ocorrem quando um participante age pensando no outro. No entanto, quando se observa as barreiras que urgem para jovens profissionais conseguirem emprego, no Brasil hodierno, verifica-se que esse ideal matemático é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática. Isso se deve, sobretudo, ao modelo econômico adotado pelo Governo e ao ineficiente sistema educacional. Logo, são necessárias mais ações do Poder Público e da sociedade civil, visando ao enfrentamento dessa situação.

Nesse sentido, é inquestionável que o fator legislativo e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com a Constituição de 1988, é objetivo fundamental, da República Federativa do Brasil, construir uma sociedade livre, justa e solidária, promovendo o bem de todos. Perante essa sóbria ponderação, é possível perceber que o modelo econômico neoliberal rompe essa harmonia, tendo em vista a adaptação das leis trabalhistas para satisfazer os anseios das grandes corporações, em detrimento dos direitos dos trabalhadores. Isso potencializa a dificuldade de inserção dos jovens em empresas, pois estas, como buscam apenas lucros, executam péssimas políticas de remuneração profissional.

Por outra perspectiva, nesse preocupante contexto relativo às dificuldades de ingresso no mercado de trabalho no País, destaca-se o sistema educacional como impulsionador do problema. A esse respeito, a máxima associada ao sociólogo Durkheim afirma que o fato social consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da sociedade onde vivem. A lógica desse pensador do século XIX é extremamente atual e atesta a perenidade do cenário educacional, uma vez que as escolas e universidades mecanizam o comportamento humano, inviabilizando toda a capacidade criativa dos indivíduos, a qual poderia tornar o corpo docente mais heterogêneo.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um cenário empresarial melhor para os jovens. Destarte, urge que o Governo, junto aos estados e municípios, reorganize prioridades e divida responsabilidades nesse assunto, por meio de políticas públicas, com o fito de estabelecer a melhoria na estrutura de econômica e educacional do Brasil. Ademais, compete às Instituições Educativas, em parceria com empresas, instituir, em seus respectivos municípios, palestras, cursos e treinamos, por intermédio de professores e profissionais do mercado de trabalho, abordando uma temática especificamente empresarial, a fim de que os jovens brasileiros consigam conciliar teoria e prática de um modo criativo e inovador nos seus futuros campos de trabalho.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde