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Apropriação cultural

De acordo com Nietzsche, o homem moderno representa uma contradição de valores, ele senta entre duas cadeiras e diz sim e não com o mesmo fôlego. Dessa forma, após as revoluções de ideais Iluminista: de igualdade, liberdade e fraternidade, o que se pode observar na era contemporânea no Brasil, são suas contradições, uma delas é o direito a cultura, porém na prática a cultura é aquilo que a mídia ou uma elite dominante coloca como algo consumível. Por consequência, descaracterizando valores culturais e colocando em pauta o termo da apropriação cultural.
Além disso, a questão da apropriação cultural é um pouco mais profunda. Certos objetos, certos hábitos, certas estéticas, tem para aqueles que é o povo criador um valor simbólico que vai além do que se pode mensurar, por vez, de resistência. Acontece quando é trazido para fora do seu contexto, sem nenhuma explicação e por exemplo: é transformado em mercadoria sem nenhum significado maior, simplesmente pela relação mercadológica. E em especial quando isso marca ou faz parte de um povo que dominou o outro.
Ademais, houve uma marca de roupas que fez um desfile de moda recentemente em que todas mulheres usavam turbantes eram todas brancas. Lembrando que o mesmo objeto é símbolo de resistência africana. No entanto, é natural que através do contato com outras culturas e de uma história em comum, incorporar objetos, práticas umas das outras, o que não pode acontecer é perca da ressignificação desses valores, pelo simples fato de o mercado ser consumista e por causa do capitalismo opressor, onde tudo se torna mercadoria.
Segundo o filosofo Aristóteles, a educação é a libertação da alma. Portanto, um agente importante nesse processo seria o Ministério da Educação, colocando em sua grade de aulas para todo o ensino do país à visita a culturas daquelas que não é imposta pela sociedade, como por exemplo: fazer passeios a comunidades indígenas e quilombolas, para que eles possam criar um pensamento mais autônomo sobres os valores daquela sociedade. Outro agente importante, é o papel da mídia junto com o Estado, para fomentar uma lei sobre o uso ou não de objetos ou valores imateriais que tem como características valores simbólicos para tal comunidade. Caso esse símbolo vire mercadoria, que ele venha com o consentimento e explicação, para criar uma solidez e uma visão mais crítica com o público consumista.
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