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Ansiedade: a doença dos millennials
A falta de solidez nas relações, segundo Zygmunt Bauman, é característica da "modernidade líquida" vivenciada a partir do século XX. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, constata-se que a ansiedade é um sério problema de saúde pública atualmente no Brasil. Logo, para enfrentar essa situação imediata amenizando suas consequências, dois fatores devem ser observados: o dinamismo nas relações de trabalho pós-revolução tecnológica, bem como o despreparo social para lidar com a doença.
É sabido que o avanço da globalização, sobretudo no período da Guerra Fria, impactou de maneira significativa o cotidiano das pessoas. O aumento do consumo, aliado ao aumento da industrialização, acabou por acirrar a competitividade influenciando, desse modo, a demanda por inovações. Apesar dos benefícios que tais avanços proporcionaram, há de se destacar o revés no que diz respeito à saúde da população, haja vista que é crescente o diagnóstico de doenças oriundas de exaustivas jornadas de trabalho, destacando-se, todavia, a ansiedade.
Diante disso, a falta de conhecimento da sociedade para lidar com os transtornos mentais evidencia-se como um fator dificultador, visto que as causas do problema ainda são alvo de estereótipos sociais constantemente associados à ausência de crença religiosa. No dizer de Pitágoras, ao educar as crianças evita-se o castigo dos adultos, fazendo-se pertinente nesse contexto, pois corrobora a ideia de que a educação é um importante agente transformador, tornando viável a mudança desse cenário.
O combate à liquidez supracitado, a fim de conter o avanço da ansiedade, deve se tornar efetivo, uma vez que dificulta o desenvolvimento da nação e impacta negativamente na qualidade de vida individual. Sendo assim, recai sobre Ministério da Saúde o desenvolvimento de políticas públicas através de propagandas objetivas, com o intuito de atingir especialmente o público jovem que são os principais acometidos por esse transtorno. Aliado a isso, cabe à escola, com respaldo do Ministério da Educação, a prática educacional por meio de cartilhas, desde que respeitem a laicidade garantida pela Constituição Federal, impedindo, por conseguinte, que crenças de qualquer natureza atrapalhem o diagnóstico e tratamento da doença.
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