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Ansiedade e depressão em tempos de pandemia

    Considerado por muitos especialistas psiquiatras, os transtornos mentais, por exemplo, a depressão, vêm sendo catalisados em virtude da atual conjuntura em voga relacionado ao novo coronavírus. Tal contexto evidencia os problemas de ansiedade e depressão em tempos de pandemia. Desse modo, é lícito postular o tédio, a pobreza e o sentimento paranoico que tem abarcado parte da população.


    Em primeiro plano, nota-se o quanto a pandemia do COVID-19 tem ocasionado prejuízos relacionados à integridade psíquica dos indivíduos. Nesse viés, convém salientar o historiador Leandro Karnal, ao frisar que esse atual cenário do coronavírus levou parte da população a conviver com o tédio, haja vista a condição de isolamento social e, para a comunidade mais carente, acarretou-se em agravamento da pobreza, pois inúmeras pessoas perderam a fonte de renda. Em consequência disso, tornou-se evidente um maior número de pessoas angustiadas, abarcadas pelo sentimento de incerteza, o qual tem fomentado uma maior preocupação. Em suma, são impasses socioeconômicos que têm contribuído para danos à saúde psíquica.


      Ademais, é inegável o quanto a pandemia contribui para que a população acumule sentimentos de medo perante a atual situação de saúde. Nesse âmbito, é fulcral ressaltar o filósofo Luiz Felipe Pondé, o qual afirma que parte da sociedade convive com o "vírus" da paranoia, em alusão a preocupação demasiada da comunidade. Esse sentimento de medo exagerado do COVID-19 ocasionou graus elevados de ansiedade, pois o medo tem se transformado em pânico, fato esse que tem liberado altos níveis de hormônios, como a adrenalina. Em síntese, são danos à saúde mental, em decorrência da pandemia.


      Infere-se, portanto, o quanto a ansiedade e depressão se tornou recorrente em tempos do novo coronavírus. Dessa forma, é mister que o Governo, por intermédio de políticas assistencialistas, por exemplo, o auxílio emergencial, amplie a distribuição de subsídios econômicos à comunidade mais vulnerável da sociedade,  com o fito de oferecer condições de alimentação e maior amparo para essas pessoas. Outrossim, faz-se necessário que o Ministério da Saúde amplie as redes de atendimento, no que tange ao contato via telefone com psicólogos, a fim de orientar os indivíduos a buscarem ferramentas de gestão emocional que atenuem o medo da população. Assim, problemas como o tédio, evidenciado por Karnal, não terão tantos impactos à saúde.

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