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Ansiedade: a doença dos millennials

                                                                                   A ansiedade como patologia contemporânea 


 


 Sob a perspectiva científica de Charles Darwin em sua obra "A expressão das emoções no homem e nos animais", a ansiedade, tal qual é um estado psíquico natural e primitivo, possui uma função biológica; responder de maneira adaptativa ao perigo. No entanto, percebe-se que na geração do milênio o "perigo" ao qual o corpo humano lida tornou-se cotidiano, visto que a população mundial sofre as consequências de um dos caráteres da Terceira Revolução Industrial, produzir mais em menos tempo. Nesse contexto, transfigura-se uma aceleração prejudicial no dia a dia dos indíviduos, causando uma ansiedade patológica por conta da preocupação excessiva com o futuro e da necessidade de controlar o que não é possível.


Os transtornos mentais da geração Y estão interligados com o modo de vida acelerado que levamos, uma vez que a porcentagem de tais enfermidades nas antigas gerações era menor, e aumentou conforme o grau de tecnologia e velocidade de informação que possuímos através do que a Revolução Técnico-Científica-Informacional nos proporcionou. A necessidade de fazer mais tarefas do que nosso corpo fisiologicamente consegue resulta em uma demanda mental escomunal e que afeta em média 264 milhões de pessoas, segundo a OMS. Isto é, as cobranças demasiadas no trabalho, o enfraquecimento dos relacionamentos e o isolamento social ampliado por conta da internet são os principais fatores para o sentimento de "não estar no controle", e por conseguinte; a ansiedade.


 Além disso, nossa mente sofre diariamente ao tentar responder aos estímulos cotidianos, uma vez que os perigos que nos fazem entrar no estado "alerta" não são mais a necessidade de lutar para sobreviver, e sim um email de trabalho que precisa ser respondido, por exemplo. Os avanços que a tecnologia nos trouxe foram muitos, mas é indiscutível o quão a saúde mental foi colocada como segundo plano na contemporâneidade, dessa forma, abdicamos de todo e qualquer tempo livre para lazer, visto que "ficar sem fazer nada" é o pior pesadelo para um indivíduo nascido no final dos anos 70. O que antes era apenas um estado primitivo de aviso, tornou-se uma patologia que afeta qualquer faixa etária, não à toa é considerada "a doença dos millennials". 


Portanto, é mister que o Estado, através do Ministério da Saúde em conjunto com instituições como as escolas, por exemplo, tome providências por meio de campanhas de combate às cobranças prejudiciais que nos trazem esse modo de vida acelerado, maior valorização dos indivíduos em seus locais de trabalho ou estudo, programas que distribuam sessões de terapia gratuitas, a fim de proporcionar segurança, um maior bem estar da população e principalmente diminuir doenças psíquicas como a ansiedade. Destarte, além da melhora de qualidade de vida populacional e por consequência dos setores econômicos, estudantis e governamentais, teríamos o retorno da ansiedade apenas como Darwin citava, um estado natural com função biológica saudável, e não uma patologia presente na vida de grande parte da população atual.

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