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Ansiedade: a doença dos millennials

Na obra "O desespero humano", do filósofo dinamarquês Kierkegaard, cujo significado tem como representação a "doença até a morte", é retratada pelo autor uma vida moderna governada por alguns estados emocionais muito dolorosos: ansiedade de escolha, medo do futuro e inquietação diante de uma sociedade em constante mudança; como visto na era dos "millennials". Nesse sentido, fora de ficção, o que se observa na realidade contemporânea é similar ao contexto que a obra apresenta, uma vez que os desafios para combater a ansiedade no Brasil se perputa durante o século XXl. Desse modo, é evidente que esse cenário antagônico é fruto, tanto da falta de incentivos estatais em promover preparos sociais para lidar com tal doença subjacente, quanto da diligência em relações de trabalho pós-revolução tecnológica.
    Em primeira análise, é primordial pontuar que a ansiedade é uma doença implícita causadora de transtornos psíquicos, derivada da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador teórico político Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir a sanidade mental e o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país. Devido à falta de atuação das autoridades, a privação de assistência governamental em não engendrar preparamentos psicológicos para tratar desse distúrbio emocional; propicia para que esse desafio se torne cada vez mais contínuo, principalmente em pessoas com rotinas exaustivas. Nesse viés, o escasso incentivo estatal na promoção de tratamentos anímicos na sociedade brasileira, coadjuva para o aumento de transtornos de ansiedade.
   Ademais, é imperativo ressaltar que, com a modernidade pós-revolução tecnológica, às relações trabalhistas adquiriram um novo olhar característico de inovações. Isso decorre, principalmente do caráter acirrado e a competitividade desenfreada no mercado de trabalho, influenciados pela industrialização, que possibilita uma constante mudança no século atual, bem como a globalização, sobretudo no período da abrangência da Doutrina Truman de 1947. Partindo desse pressuposto, é notório que o avanço moderno impactou significativamente o cotidiano das pessoas pelo aumento da jornada de trabalho, pela presteza em executar tal serviço com agilidade e, consequentemente, possibilitou agravamentos na saúde destas, com destaque para a ansiedade. Nesse sentido, buscar ações para intervir nessa questão psicológica faz-se imperioso.
   Infere-se, pois, que na era dos "millennials", os desafios no combate à ansiedade têm como fomentadores à ineficácia estatal e às mudanças nas relações trabalhistas. Destarte, para mitigar tal imbróglio, é necessário que as Secretarias de Saúde das cidades brasileiras, em parceria com as prefeituras, promovam campanhas e atendimentos psicológicos, por intermédio de agendamentos individuais ou coletivos. Tais ações, serão desencadeadas em instituições de ensino e centros de atendimento à população. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo abordado na obra de Kierkegaard, e a coletividade alcançará a realidade proposta por Thomas Hobbes.

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