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Ansiedade: a doença dos millennials

Os desejos de pertencer a um grupo social e de realizar-se profissionalmente são almejados pela maioria dos jovens brasileiros. No entanto, a dificuldade em se adequar a padrões sociais e o crescente aumento nas exigências do mercado de trabalho tornam-se empecilhos para a concretização de tais sonhos. Assim, o jovem encontra-se cada vez mais pressionado a conseguir realizar seus objetivos. Este pensamento que recorre entre o fracasso e o sucesso deixa uma grave sequela na chamada "Geração do Milênio": A ansiedade.
Convém ressaltar, a principio, que essa busca em torna-se membro de um grupo e ser aceito é algo que o sociólogo Émile Durkhein define como, Fato Social. Este conceito remete a ideia de homogeneização dos indivíduos, ou seja, criar padrões de comportamento que sejam comuns à maioria da população. Sob esse ponto de vista, o jovem necessita encontrar um grupo ,no qual hajam indivíduos que pensem e comportem-se de forma semelhante a ele. Embora o advento da internet tenha proporcionado inúmeros meios de participar de diferentes comunidades, o medo da rejeição ou não adequação a nenhum grupo ainda permanece. Consequentemente, por temer estes fatores os indivíduos passam a praticar uma auto-exclusão social que os deixam vulneráveis a um estado de ansiedade patológico.
Ademais, é necessário a independência financeira, conseguir um emprego é um fator fundamental para a construção da estabilidade social e mental do jovem, principalmente, em sociedades capitalistas ,como é o caso do Brasil. Entretanto, o crescimento da busca por emprego não é proporcional a disponibilidade de contratações. A respeito disso, uma pesquisa da OIT -Organização Internacional do Trabalho- mostra que 30% dos jovens brasileiros estão desempregados. Nesse cenário, a cobrança social exercida sobre esta geração cresce de maneira diretamente proporcional ao "stress" e o medo de não conseguirem trabalhar e isso pode levar a ansiedade. Segundo a OMS -Organização Mundial da Saúde- cerca de 9,3% dos brasileiros desempregados sofrem com esse transtorno.
Logo, urge que o Poder Executivo de cada estado aja em conjunto com o Ministério da Saúde para a realização de um mapeamento das regiões brasileiras com maiores índices de transtornos de ansiedade. Destarte, a União deverá agir nas regiões de maior gravidade, por meio de um programa social especializado em saúde mental,no qual psicólogos e psiquiatras realizarão consultas e encontros semanais nos principais postos de saúde de cada cidade a fim de identificarem e tratarem jovens que passam pelo estado de ansiedade patológico. Dessa maneira, importantes passos serão dados para a manutenção da saúde mental da população brasileira e para uma geração cada vez mais preparada, psicologicamente, para enfrentar os desafios do século XXI.
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