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Ansiedade: a doença dos millennials

Ansiedade caracteriza-se como uma patologia relacionada à preocupação excessiva com problemas pessoais e profissionais. Nesse contexto, os ''millenials'', termo utilizado para referir-se a pessoas que nasceram em meio à tecnologia, sofrem com o competitivo e excludente mercado de trabalho, além da globalização da informação e as mídias digitais, as quais limitam a privacidade dos indivíduos. Por conseguinte, as pressões externas da contemporaneidade revoltam o consciente humano.
Em primeira análise, a principal causa de distúrbios ansiosos na modernidade é a globalização, iniciado no século XX, a qual padronizou relações humanas e mercadológicas ao redor do mundo e dinamizou o mercado de trabalho, tornando-o global e extremamente competitivo. Dessa forma, esse capitalismo moderno criou uma gigantesca concorrência por trabalho, exigindo do indivíduo resultados positivos e imediatos, e excluindo qualquer possibilidade de erro. Nesse sentido, a pressão constante por rendimentos sempre satisfatórios gera nas pessoas a excessiva preocupação em serem ótimas em todos os aspectos profissionais, frustando-as no final.
Além do âmbito mercadológico, a ansiedade manifesta-se também nos campos sociais e no convívio humano. Desse modo, as redes sociais, veículos de integração digital, os quais conectam pessoas e ideias ao redor do mundo, apresentam-se como outro fator dessa doença psicológica, na medida em que individualiza as relações humanas, tornando-as, na concepção do filósofo Zygmund Bauman, líquidas e voláteis, com propósitos morais fracos. Por conseguinte, a modernidade líquida, caracterizada por esse pensador, transforma os indivíduos em robôs sociais, contribuindo dessa forma para o constante aumento da ansiedade.
Dessarte, assim como Epicuro, na Grécia Antiga, definiu felicidade plena como o livramento dos vícios através da moderação, a contemporaneidade deve seguir o mesmo caminho. Nesse contexto, empresas públicas e privadas devem, por meio de leis federais, exigir dos trabalhadores consultas constantes com psicólogos empresariais, para exporem o que os causam ansiedade e buscarem alternativas para minimiza-las, no intuito de preservarem a saúde mental e melhorarem o ambiente de trabalho. Além disso, escolas de nível básico, em parceria com o MEC, devem realizar palestras educativas com profissionais do ramo tecnológico, a respeito do uso moderado das mídias sociais e seus benefícios, para conscientizar a comunidade acadêmica.
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