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Ansiedade: a doença dos millennials

O filme "Corra Lola, corra" mostra a história de uma mulher que tem poucos minutos para atravessar a cidade correndo. Esse enredo fictício assemelha-se ao cotidiano do homem "millenal", nascido entre 1970 e 2000, à medida que a luta contra o relógio torna-se imprescindível na busca pela felicidade. Contudo, a pressa para realizar objetivos pode causar ansiedade, uma doença com origens, muitas vezes, social e que precisa ser tratada.
Primeiramente, é preciso considerar que o avanço técnico-científico informacional pressiona o ser humano a obter sucesso, seja pessoal ou profissional. Dessa forma, uma simples visita ao Facebook pode levar o indivíduo a sentir-se como Álvaro de Campos, em seu "Poema em linha reta", quando o autor descreve todos a sua volta como "campeões em tudo", pois na rede social tudo é notícia: um emprego novo, um relacionamento, etc. Assim, o indivíduo que está construindo seus planos sente pressa para gozar dos mesmos feitos.
Ademais, a ansiedade necessita de tratamentos, uma vez que essa pode gerar outros problemas neurológicos, como a síndrome do pânico. Logo, sendo o Brasil o país que mais sofre com a doença, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Sistema Único de Saúde deve ser preparado para receber a demanda de pacientes, tornando as consultas com especialistas mais acessíveis.
Convém, portanto, que as Prefeituras Municipais ampliem os serviços de suporte psicológico em postos de saúde, com a contratação de psicólogos e psiquiatras, a fim de que a ansiedade seja tratada e que não haja complicação. Outrossim, as mídias de rádio e TV devem elaborar campanha, com propagandas em comerciais, com histórias reais de "sucesso tardio" , de modo que as pressões das redes sociais não pressionem o individuo como o tempo fez com Lola, diminuindo os riscos de se causar a doença.
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