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Ansiedade: a doença dos millennials

A ansiedade, mesmo não sendo um aspecto originado no mundo contemporâneo, vem sendo um problema cada vez mais presente na sociedade atual, tendo a tecnologia e a expansão informacional como principais agravadores desse quadro. Sendo assim, é necessário uma análise social e psicológica dos indivíduos que contenham sintomas de ansiedade, buscando melhorar a situação.
Em primeiro lugar, é importante buscar a origem da intensificação dos casos de ansiedade em um âmbito global. A "geração millenium", como é conhecido o grupo de pessoas que nasceram entre o começo dos anos 1980 e meados de 1990, é muitas vezes denominada de "nativos digitais", pelo fato deste grupo ter nascido em um ambiente no qual a tecnologia já estava estabelecida. Tendo a ideia de que o rápido acesso à informação e a vasta amplitude de referências permite que os indivíduos se sintam cada vez mais "perdidos" e desorientados, fica evidente que os membros da "geração millenium" são as primeiras vítimas da expansão da ansiedade.
Além disso, torna-se imprescindível o entendimento de que a ansiedade não é apenas um problema social influenciado pelo meio, mas sim uma doença psicológica, podendo inclusive causar complicações fisiológicas, como o aceleramento dos batimentos cardíacos. Segundo Sigmund Freud, a ansiedade pode ser dividida em realista, moral e neurótica. Esta última seria uma espécie de "precursora" do processo psicológico da doença, tendo origem em aspectos do inconsciente, fazendo com que o indivíduo projete o futuro de modo negativo, ou seja, crie situações hipotéticas de perigo, dando espaço ao desenvolvimento dos estágios realista e moral da doença.
Dessa maneira, visando uma sociedade menos ansiosa, é necessário que certas medidas sejam tomadas. As escolas e faculdades públicas e privadas devem sediar palestras e aulas ministradas por profissionais da área da psicologia que abordem o tema da ansiedade, classificando essas ações como atividade complementares em suas respectivas grades horárias, alertando os jovens sobre os perigos presentes na conectividade global. Buscando um aparato mais individual e complementando as ações educacionais, ONGs devem criar núcleos, por meio da iniciativa privada, em locais com maior concentração de jovens, como instituições de ensino e empresas. Estes núcleos consistiriam em atendimento gratuito de psicólogos às pessoas que sofrem de ansiedade, possibilitando um auxílio profissional que tenha como finalidade a redução dos sintomas psicológicos da doença.
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