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Animais em cárcere

É secular a ideia de que animais silvestres que deveriam viver em seu habitat são encarcerados e privados da liberdade que possuem. Por muito tempo, a sociedade humana tem ignorado a ocorrência do cárcere animal e, por isso, suas consequências se tornam cada vez mais evidentes. Entretanto, isso não foi suficiente para despertar no homem a gravidade dessa situação.
É preciso considerar, antes de tudo, a influência do capitalismo nessa questão. Por prezar pelo lucro exacerbado, o regime capitalista encontrou nos animais outra forma de obter capital. Nesse sentido, os proprietários de circos, zoológicos e parques aquáticos são os responsáveis por uma fauna maltratada e, acima de tudo, privada de sua liberdade. Isso porque nenhum animal silvestre deve viver em cativeiro, haja vista que é no ambiente natural onde mantem suas relações com outros indivíduos e é capaz de exercer suas funções dentro de seu ecossistema. Dessa forma, a consequência mais adversa desse tipo de tratamento é a extinção de inúmeros animais.
Outrossim, é válido ressaltar a ausência da ética da alteridade por parte da sociedade. É um equívoco pensar que o olhar sobre o outro - que é a alteridade em si - só se aplica a seres humanos, pois todos os animais, sejam eles racionais ou não, devem ser respeitados e precisam ter seu instinto e integridade preservados. Logo, surge a necessidade de uma conduta ética do homem diante da supressão da liberdade animal.
Entende-se, portanto, que a lógica do mercado e a sociedade, de um modo geral, são cúmplices da manutenção dos animais em cárcere. Em parceria com ONGs empenhadas na proteção animal, a mídia deve veicular campanhas de reeducação que visem à sensibilização da população frente aos maus-tratos sofridos pelos bichos, incentivando boicotes aos circos e zoológicos locais. Ademais, o Poder Legislativo deve criar um projeto de lei que puna severamente os donos desses locais, promovendo altos mandatos de prisão, e proíba, definitivamente, a existência de circos, zoológicos e parques aquáticos.
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