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Altruísmo no mundo contemporâneo

Desde a criação da Teoria dos Jogos, entende-se que os melhores benefícios para um grupo só ocorrem quando um participante age pensando no outro. Entretanto, quando se observa a falta de altruísmo, no Brasil hodierno, verifica-se que esse ideal matemática é constatado na teoria e não na prática. Isso se deve, sobretudo, à modernidade líquida e ao modelo econômico capitalista. Logo, são necessárias mais ações do Poder Público e da sociedade civil, visando ao enfrentamento dessa situação.
Nesse viés, segundo o filósofo Hans Jonas, o Princípio da Responsabilidade é praticar ações no presente, as quais proporcionem bem-estar das futuras gerações. Perante essa sóbria ponderação, é possível perceber que o capitalismo selvagem rompe essa harmonia, uma vez que ele intensifica o individualismo, catalisa a desigualdade, gera malefícios ao meio ambiente e busca apenas lucros financeiros. Desse modo, ações humanitárias são menos frequentes, frente aos problemas gerados por esse sistema econômico.
Por outra perspectiva, diante de um panorama social cheio de conflitos, os relacionamentos solidários são indispensáveis fortalecer o altruísmo no meio social, tendo em vista que eles possibilitam ações coletivas mais ostensivas e intensas. Contudo, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é uma patologia social em que os indivíduos enaltecem vínculos líquidos, em detrimento de relações mais sólidas. Esse pensamento do escritor polonês é concreto e explica a perenidade da falta de altruísmo na sociedade moderna. Por exemplo, cerca de 15 milhões de brasileiros estão na extrema pobreza, sem assistência política e social. Isso mostra que há problemas no país que poderiam ser minimizados com atitudes mais solidárias e altruístas.
Torna-se evidente, portanto, que ainda há desafios que precisam ser transpostos para que haja uma consolidação do altruísmo no Brasil. Destarte, urge que o Governo, junto aos estados e municípios, reorganize prioridades e divida responsabilidades nesse assunto, por meio de políticas públicas, com o fito de conter consequências do capitalismo que não são benéficas à população. Ademais, compete às instituições educativas, em parceria com as famílias, instituir, nas próprias escolas, palestras, oficinas e debates, por intermédio de professores de filosofia e psicólogos especializados, abordando uma temática especificamente socioeducativa, a fim de que a sociedade subverta esses valores líquidos e valorize atitudes mais altruístas.
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