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Agricultura familiar no Brasil

Responsável pelo Prêmio Nobel da Paz em 1970, a Revolução Verde trouxe inovações ao campo que prometiam a redução da fome no mundo. Conquanto, no Brasil, as tecnologias da proposta citada mais enriquecem grandes proprietários do que propriamente minimizam a fome nacional, a qual fica sob cuidado da agricultura familiar. Desse modo, analisar a concentração de terras, bem como a relevância da comunidade rural é fulcral para entender tal quadro.


Primeiramente, destaca-se a problemática com a estrutura latifundiária do país. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), "tem muita gente sem terra, tem muita terra sem gente". Por conseguinte, prova disso foi constatada por uma organização que averigua desigualdades, a Oxfam Brasil, a qual relata que 1% das propriedades detém 45% da área rural. Nesse contexto, seja o MST ou a agricultura familiar, ambos se encontram sufocados em um cenário cuja dominância está nas mãos de grandes donos de terras, os quais as utilizam, principalmente, para a produção e exportação da soja.


Em segundo plano, apesar da situação supracitada, a produção rural de famílias é fundamental à economia e à alimentação do Brasil. Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a agricultura familiar corresponde a 38% do Produto Interno Bruto Agropecuário do país, equivalente a 54 bilhões de reais. Portanto, com grandes proprietários focados no mercado externo, entende-se  que a circulação dessa quantia de dinheiro é proveniente do trabalho do agricultor familiar, o qual abastece a demanda alimentícia nacional e o caracteriza como essencial ao combate à fome no país.


Em suma, medidas têm de ser tomadas com o fito de valorizar o serviço da agricultura familiar. Para isso, cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento financiar o trabalhador do campo com novas tecnologias, insumos agrícolas e terrenos de plantio, incentivando seu crescimento em função de um retorno ao setor público. Todavia, para alcançá-lo no território brasileiro, será necessário, além de mídias sociais, o contato com os respectivos estados do país. Assim, espera-se que esse relevante serviço cresça em escala nacional, gerando empregos e agregando as terras que o MST procura fazer justiça.

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