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Agricultura familiar no Brasil

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um "corpo biológico" por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI, a mão de obra agrária desenvolve-se em um processo de resistência em relação aos malefícios do cultivo com agrotóxicos.Com efeito, cabe analisar tanto a negligência do poder público quanto a herança histórico-cultural como fatores que evidenciam tal problemática.


É relevante afirmar, inicialmente, que a exacerbada influência das empresas multinacionais é o principal responsável pelo descaso rotacional do solo agrário no país. Isso acontece,porque,na pós modernidade, o estado, conforme defende o sociólogo Zygmunt Bauman na obra "amor líquido", promove as empresas milionárias privilégios enquanto a sociedade se torna mais vulnerável. Em decorrência desse descaso ambiental, o uso crescente de produtos ditos pelas empresas como "facilitadores" é potencializado e a maioria da população dependente da produção agrícola acaba, muitas vezes, sofrendo com as vendas dos produtos orgânicos, a qual é vista pela sociedade, por conseguinte, como de alto custo e de pouca acessibilidade.


Além disso,nota-se,ainda que a construção de uma herança tanto cultural quanto histórica também é responsável pelos altos índices de solos contaminados. Isso decorre do modelo tecnológico agricultor influenciado pela industrialização da década de 1960, pois se fazia necessária uma agricultura voltada ao abastecimento exacerbado das indústrias, o que fez as empresas atuarem com uma linha de produção voltada ao uso de agrotóxicos para a rapidez e o crescimentos das frutas e hortaliças.Lamentavelmente,esse cenário ainda é comum e pode ser evidenciado com a alta demanda dos alimentos transgênicos no Brasil, o qual é visto como perigoso e prejudicial para saúde. Por consequência disso, conforme defende o conselheiro regional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) Marcos Rochinsk,o sistema alimentar e nutricional só será de qualidade quando for fortalecido efetivamente a agricultura familiar e orgânica.


Torna-se evidente,portanto,que medidas são necessárias para resolver o impasse. Em razão disso, o Ministério da Agricultura deve criar em conjunto com as Delegacias Ambientais, o programa "conscientização do solo agricultor", em que deve-se dar incentivos aos fiscais das empresas e indústrias para produzirem produtos com menos agrotóxicos venenosos com o intuito de atenuar os problemas no solo ambiental. Dessa forma, a sociedade poderá se assemelhar ao organismo vivo de Durkheim.

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