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Aedes aegypt

Trazido para o Brasil possivelmente na época da escravidão por navios negreiros, o aedes aegypt tem crescido e se disseminado por todo o país desde então. A urbanização desordenada, em consonância com a ausência de saneamento básico e a falta de um empenho governamental eficaz, contribuíram para o quadro alarmante que nos encontramos atualmente.
No que concerne à urbanização, o Brasil nos mostra um modelo de urbanização ineficaz e excludente, tendo por base a reurbanização do Rio de Janeiro no ano de 1902 pelo então presidente Rodrigues Alves, na qual, segregou a população, empurrando os mais pobres para as periferias, dando início as ocupações dos morros e as construções de moradias sem nenhuma estrutura de saneamento básico. Tornando-se um grande centro para a proliferação de variadas doenças, dentre eles as transmitidas pelo aedes aegypti, o que ocasionou um grande surto de febre amarela. Dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, apontam que o principal tipo de criadouro do mosquito são tonéis e caixas d?água, seguidos pelo depósito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas e garrafa.
Não só a falta de estrutura e saneamento básico, como também a ausência de um programa governamental voltado não só para o combate, mas também para a erradicação do mosquito. Meta que já foi alcançada no ano de 1958, através de políticas públicas eficientes na época. Atualmente foi descoberto um novo vírus transmitido pelo mosquito, o Zica vírus, o qual prejudica a formação do cérebro do bebê no útero, sendo o causador da microcefalia, doença que causa variadas sequelas, desde o não desenvolvimento adequado do cérebro e da caixa craniana até o deficit intelectual, distorções faciais, epilepsia, nanismo ou baixa estatura, etc.
Desse modo, cabe ao Governo Federal por meio do ministério da saúde elaborar um plano de combate e erradicação eficientes para reverter o crescimento desse mosquito, através da utilização imediata dos mosquitos machos transgênicos, a fim de que os mesmos em contato com as fêmeas infectadas no meio ambiente, gerem apenas proles inférteis, em consonância com a criação de campanhas que durem o ano todo e não somente no verão. Em conjunto com o ministério das cidades, por meio dos municípios, investir na melhoria do saneamento básico nas regiões que não gozam desse direito, pavimentando ruas e promover a coleta do esgoto adequadamente. É uma questão de saúde, cidadania, responsabilidade fiscal, comunicação e educação.
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