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Aedes aegypt

"Ele não é assim, ele está assim", declarou Monteiro Lobato sobre o personagem Jeca Tatu, criado por ele próprio no século passado. Com isso, o autor queria alertar ao fato de que, ao contrário do que se pensa, as doenças e outros agravos de saúde serem apenas estados temporários e não situações definitivas; quando são tratadas satisfatoriamente, é lógico. Diante disso, a ameaça do mosquito Aedes Aegypti e das doenças causadas por ele (dengue, chikungunya, zika, febre amarela, entre outras) pode, à semelhança daquela personagem, ser passageira, desde que seja enfrentada pela população brasileira.
Em primeiro lugar, o Brasil é um país com um histórico favorável à eliminação de doenças que o atingem. Nesse sentido, destacam-se as campanhas sanitárias como a conhecida Revolta da Vacina, ocorrida no começo do século XX e liderada por Oswaldo Cruz. Além dessa campanha, a erradicação do vírus da poliomielite, causador da paralisia infantil, é um grande avanço da saúde pública brasileira, assim como a eliminação temporária de algumas doenças como a febre amarela durante algumas décadas no final do século passado e no início do século XXI. Fatos esses, portanto, que demonstram a eficácia do movimento sanitarista brasileiro em sua história.
Contudo, ainda há a ameaça do mosquito Aedes Egypti e neste caso só se consegue seu combate com a ajuda da população, o que não vêm ocorrendo ultimamente. Em muitos lugares do país encontram-se lotes abandonados acompanhados de altos matagais e também presencia-se o descaso com o lixo urbano. Este muitas vezes encontra-se espalhado pelas ruas, isto é, fora das lixeiras, o que contribui para que animais como cães e gatos espalhem os seus resíduos pela cidade. Desse modo, basta apenas um único dia de chuva mais forte, para que todos esses lugares se transformem em criadores do mosquito Aedes Egypti. Sem a conscientização desses atos pela população o combate ao mosquito é dificultado.
Diante disso, percebe-se que o Brasil é capaz de combater as doenças que o atingem, inclusive o Aedes Egypti, desde que, para isso a população contribua com sua parte. Para tanto, cabe às associações de bairro e ONGs conscientizarem as populações através da realização de palestras sobre as formas de evitar o acúmulo de água parada e também promoverem eventos e mutirões de limpeza de lotes e recolhimento de lixo urbano. Cabe ao poder público, especificamente, ao Legislativo em parceria com o Executivo, o estabelecimento de leis, que permitem o acesso dos servidores de limpeza aos lotes abandonados, e, também, a aplicação de multas aos proprietários desses lotes. Só assim, poderemos eliminar a ameaça do mosquito Aedes Egypti e garantir um país livre de doenças como a dengue.
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