O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Adolescentes e o vício em games

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à liberdade e ao bem-estar social. Entretanto, o consumo excessivo de jogos eletrônicos está privando os jovens de suas seguridades e da vida real, tornando-os dependentes desse mundo virtual. Nesse sentido, há fatores que impulsionam esse problema, como as influências biológicas do indivíduo e crises familiares.


Primeiramente, os games possuem um papel importante no desenvolvimento do adolescente visto que oferecem um aprimoramento do raciocínio lógico, na coordenação motora e na criação de novas relações sociais. No entanto, segundo a OMS, a partir do momento que os jogos estão presentes de forma demasiada e interferindo negativamente na vida do jovem, pode-se o considerar um vício. Compreende-se, então, que diversos fatores podem levar a esse quadro psicológico, como os mecanismos de recompensa do cérebro, sendo responsáveis por desencadear a sensação de prazer imediato com o neurotransmissor chamado dopamina. Desse modo, o indivíduo, buscando satisfação instantânea, mergulha incansavelmente nesse mundo prazeroso e não deseja mais sair, desenvolvendo sintomas semelhantes ao uso de drogas e uma profunda dependência.


Igualmente, as crises familiares também funcionam como gatilho para o isolamento e a depressão, diretamente relacionados ao vício em jogos, pois há uma intensa busca, do adolescente afetado, por meios que o desliguem do mundo em que vive e fuja da realidade dolorosa, como o caso do jovem Felipe, de 11 anos, que perdeu o pai para o câncer e se refugiou no "mundo paralelo" dos jogos. Dessa forma, os games acabam tendo um papel de "suporte" para esse indivíduo, tomando-o horas e dias de sua vida, com o objetivo de esquecer dos acontecimentos ruins vivenciados. Conforme o filósofo brasileiro Marquês de Marica, " Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos".


Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para reduzir essa problemática. Em virtude disso, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas nacionais, deve oferecer palestras anuais, no meio escolar, com psicólogos e psiquiatras especializados no assunto, a fim de informar os pais sobre o funcionamento da doença e as principais atitudes que devem ser tomadas para tratar e evitar esse distúrbio de saúde. Com isso, esse problema poderá ser amenizado no Brasil.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!