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Adolescentes e o vício em games
Em um dos episódios da 4ª temporada da série antológica "Black Mirror?, o personagem Robert Daly, frustrado em suas relações interpessoais, recorre diariamente a um game para viver virtualmente o que não consegue viver na vida real. Paralelamente à ficção, o vício em jogos, principalmente entre os adolescentes, tornou-se um problema de saúde pública no Brasil, sendo considerado "distúrbio mental? pela Organização Mundial da Saúde. Nesse ínterim, a ampla discussão sobre o tema pode ajudar a mitigá-lo.
Primeiramente, há que se destacar alguns fatores que corroboram com a problemática. Apesar de não existir causas pré-determinadas para a ocorrência do vício em games nos adolescentes, a timidez excessiva, a dificuldade de se relacionar pessoalmente e a falta de limites impostos pelos pais agravam o panorama, haja vista que muitos adolescentes enxergam os jogos como uma válvula de escape da realidade que os circunscreve. Assim, o aspecto lúdico dos games, muitas vezes, torna-se mais interessante que atividades habituais, como sair com amigos, estudar ou praticar atividades físicas.
Como consequência, a saúde dos jovens, tanto física quanto mental, é afetada. Assim como qualquer vício, a obsessão por jogos atrapalha a prática de ações fundamentais para o corpo, como a higiene pessoal, o cuidado com a alimentação saudável e a convivência com as pessoas ao redor, pois a necessidade de alimentar o vício, que está ligada com a sensação de prazer imediato, torna-se mais importante que qualquer outra coisa para o doente. Fica evidente, portanto, que o assunto precisa ser amplamente discutido para que se possa melhor diagnosticar os casos e evitar que futuros adolescentes enfrentem o problema.
Para isso, o Ministério da Saúde, em pareceria com o Ministério da Educação e com as mídias de grande impacto, como Globo e SBT, deve lançar uma campanha nacional de combate ao vício em games. A instituição deve enviar psiquiatras e psicólogos às escolas e programas televisivos e, por meio de debates e reportagens, pais e adolescentes devem ser orientados sobre os perigos da permanência prolongada nos atos lúdicos, com o fito de disseminar que é necessário ter um limite destinado aos games para que eles não interfiram na saúde dos jovens. Dessa forma, a nação verde-amarela superará mais um entrave.
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