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Adolescentes e o vício em games
Desde a criação da Teoria dos Jogos, desenvolvida pelo matemático John Nash, entende-se que os melhores benefícios para um grupo só ocorrem quando um participante age pensando no outro. Em contra partida, quando se observa o vício patológico de adolescentes em jogos, no Brasil hodierno, verifica-se que esse princípio matemático é constatado na teoria e não na prática. Isso se deve, sobretudo, ao baixo número de ambientes públicos para lazer e à falta de disciplina educativa do indivíduo. Logo, são necessárias mais ações do Poder Público e da sociedade civil, visando ao enfrentamento dessa situação.

Nesse sentido, é inquestionável que o fator legislativo e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com a Constituição de 1988, é objetivo fundamental, da República Federativa do Brasil, construir uma sociedade livre, justa e solidária, promovendo o bem de todos. Perante essa sóbria ponderação, é possível perceber que os poucos locais alternativos para lazer rompe essa harmonia, tendo em vista esses jovens, não tendo opções para frequentar ambientes, passam a dedicar tempo aos jogos eletrônicos. Outrossim, esse cenário se agrava cada vez mais, pois esses "games" são projetados para causar vício aos usuários, a partir de gatilhos psicológicos embutidos nessas tecnologias.

Por outra perspectiva, nesse preocupante contexto relativo ao vício de jovens em jogos eletrônicos no país, destaca-se o a precária educação disciplinar como impulsionador do problema. A esse respeito, a máxima associada ao sociólogo Durkheim afirma que o fato social consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da sociedade onde vivem. A lógica desse pensador do século XIX é extremamente atual e explica a dependência desses jovens, uma vez que essas pessoas não detêm a capacidade de estabelecer condutas que viabilizem a utilização desses entretenimentos de modo mais saudável. Isso mostra que a indisciplina, na vida de um adolescente, potencializa a possibilidade de este desenvolver esse vício nefasto, o qual já foi considerado, pela OMS, um distúrbio.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para viabilizar um panorama mais saudável na sociedade. Destarte, urge que o Governo, junto aos estados e municípios, reorganize prioridades e divida responsabilidades nesse assunto, por meio de políticas públicas, com o fito de estabelecer a melhoria na estrutura pública de lazer. Ademais, compete às Instituições Educativas, em parceria com as famílias, instituir, nas próprias escolas, palestras, oficinas e debates, por intermédio de professores e psicólogos especializados, abordando uma temática especificamente social, a fim de que os jovens consigam desenvolver uma consciência crítica sobre esses entretenimentos, evitando vícios patológicos.
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