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Ações para o uso racional de medicamentos
Muito se tem discutido, recentemente, acerca da automedicação no Brasil. Sabe-se que o uso de medicamentos sem prescrição inseriu-se na cultura do país a muito tempo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Hibou apenas 8% dos entrevistados nunca se automedicaram, ou seja, cerca de 90% dos brasileiros consomem medicamentos por conta própria. Se por um lado, a automedicação agiliza a situação de quem sente dor e lhe proporciona a praticidade de ser realizada em domicílio, por outro, podem acarretar diversas consequências, tais como intoxicação, dependência e produção de superbactérias.
Inquestionavelmente, a dificuldade de acesso a atendimentos hospitalares é uma das principais causas de automedicação, pois, a aquisição de medicamentos tornou-se muito mais facilitada e impulsionada devido a experimentação aliada ao senso comum e a propagandas com alto teor de convencimento. Logo, quando comparada a morosidade dos atendimentos e as desgastantes filas nos hospitais públicos, a automedicação acabou tornando-se a saída menos burocrática na busca de alívio.
Em contrapartida, a ingestão descontrolada de medicamentos sem devida prescrição e a mistura de duas ou mais substâncias podem causar superpotência ou anulação de seus efeitos. De modo semelhante, multiplica-se o risco quando direcionado aos antibióticos, o uso inapropriado deste, pode gerar um contexto de seleção natural e produzir as chamadas superbactérias, conhecidas por serem de difícil combate. A exemplo disso, tem-se o processo que aconteceu com a bactéria KPC, a qual sobreviveu a seleção natural e hoje representa um grande risco no ambiente hospitalar.
Nota-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para conter o crescimento de automedicação no Brasil. Para isso, deveriam ser popularizadas as ideias de criação dos postos de saúde como provedor de assistência na atenção primária, ou seja, procedimentos básicos de saúde como dores de cabeça, mal-estar e leves ferimentos que são alguns dos principais transtornos que levam a automedicação. Dessa maneira, a mídia aliada ao Ministério da Saúde teria um papel fundamental da disseminação dessas informações através de anúncios televisivos e na internet, a fim de conscientizar a população acerca da gravidade do problema envolvido e tornar o posto que é muito menos frequentado num atalho para o atendimento, destinando assim, os hospitais apenas para urgência e emergência. Desse modo, tornaria-se supervisionado e seguro o uso de medicamentos e consequentemente preservada a saúde da população.
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