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A submissão feminina na sociedade

Nas histórias em quadrinhos do Batman, da editora DC Comics, a personagem Harley Quinn lida diariamente com os danos psicológicos e físicos resultantes das práticas abusivas exercidas pelo seu marido, o Coringa. Fora da ficção, o mesmo contexto que a personagem está inserida é a realidade de muitas mulheres, que sofrem constantemente com a violência praticada por muitos homens. Nesse sentido, a submissão feminina é um desafio no Brasil e persiste devido, não só à lenta mudança na mentalidade da sociedade, mas também ao silenciamento presente no tema.



Em primeira análise, a lenta mudança de posicionamento sobre o tema na sociedade caracteriza-se como um complexo dificultador. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da subordinação feminina é fortemente influenciada pelo retrógrado pensamento sobre o papel da mulher na comunidade, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas nesse contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua solução torna-se ainda mais intrincada.



Outro ponto relevante, nessa temática é a falta de debates acerca da problemática. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a submissão da mulher na sociedade atual seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, promovendo, consequentemente, a manutenção dessa concepção equivocada do papel feminino e contribuindo para a violência. Tendo isso em vista, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.



É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do Estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanas culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionalizar a visualização do assunto e o estímulo a uma educação saudável dos meninos, além de palestras com sociólogos que orientem o tema para os jovens e suas famílias, com embasamento científico e estatístico. Possibilitando, dessa maneira, a elucidação da população sobre o tema e permitindo que menos mulheres, assim como a personagem dos quadrinhos, sofram com as consequências da submissão feminina.

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