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A romantização da maternidade e a culpabilização da mulher

  A partir do século XVlll, os movimentos que lutavam pela igualdade entre homens e mulheres e pelo direito feminino de tomar suas próprias decisões nos âmbitos individuais e coletivos começaram a surgir. Tal mobilização, a qual intenciona uma mudança do estereótipo social constituído da mulher, é conhecido como feminismo. Nesse cenário, apesar de muitos estigmas serem vencidos, a romantização da maternidade e a culpabilização da mulher se perpetua na nossa sociedade. Sob este viés, aponta-se como causa evidente a construção histórica, bem como o grande poder da mídia.


  Em primeiro plano, o impacto atual das relações socais construídas no passado pode ser considerado um empecilho à concretização de uma solução. De acordo com Claude Lévi-Strauss, um antropólogo francês, a interpretação adequada da sociedade ocorre, por meio do entendimento das forças que formaram nossa realidade. Dessa forma, o papel das mulheres nas comunidades antigas era apenas reprodutor e educador. Posto isto, essa máxima é refletida atualmente, ao passo que, em uma tentativa de manter antiga figura feminina, a romantização da família e da maternidade perfeita é aplicada.


  Em segundo plano, a influência da mídia é um grande impasse à resolução da problemática. Durante o Iluminismo, a imprensa conseguiu, por meio de escritos, derrubar o Absolutismo. Paralelo a isso, em um cenário hodierno, as novelas mostram forças parecidas e decisórias às questões da maternidade. Na obra televisa “Amor de Mãe”, mostra Dona Lourdes como uma mãe heroína, já que esta, mesmo pobre, cuidava de quatro filhos. Diante disso, a mídia, com todo seu poder, cria não só uma imagem romântica da maternidade para seus telespectadores, mas também impõe a ideia de que responsabilidade da prole é exclusiva da mãe. Diante disso, caso ocorra alguma eventualidade com os seus filhos, a culpa recairá somente na figura materna.  


  Infere-se, portanto, que a romantização da maternidade e a culpabilização da mulher é um problema que deve ser solucionado. Destarte, o Estado deve introduzir medidas que mitiguem tal situação. Desse jeito, é necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura, serão revertidas em propagandas, debates e oficinas que quebrem a idealização romântica da maternidade, mostrando a realidade. Espera-se, com isso, que as funções sociais das mulheres sejam menos ditadas e influenciadas por aparências, com o objetivo de proporcionar mais liberdade a estas.

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