O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

A romantização da maternidade e a culpabilização da mulher

"Não precisa ser Amélia pra ser de verdade/ Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser/ Seja preta, indígena, trans, nordestina/ Não se nasce feminina, torna-se mulher". Esse trecho da música composta por Bia Ferreira, cantora nacional, demonstra que a natureza da mulher é ser da maneira que deseja, não sendo necessário o vínculo com o matrimônio e a maternidade. Dessa forma, é preciso discutir a romantização do "ser mãe" que muitas vezes se torna um fardo pesado e culposo, devido a uma sociedade patriarcal.


Em primeira análise, no curso da história, o feminino foi constantemente associado ao universo familiar. Por exemplo, nas pólis gregas, como Atenas, a mulher não possía direito de participação política, de receber herança e ter posses em seu nome. Seu "papel" exclusivo era educar os filhos. Ou seja, o problema é atribuir "papéis" a um indivíduo que merece ter a sua autonomia reconhecida. Assim, leis, tradições e costumes se organizaram para estruturar o patriarcado que anula a individualidade das mulheres.


Ademais, tal cultura machista está tão arraigada que se educam meninas como futuras mães. Como presenteá-las com bonecas a qual tratarão como filhas, sem citar os eletrodomésticos de brinquedo, para cozinhar e aprender a "cuidar do lar". Enquanto isso, os garotos se divertem com bolas, pipas e video-games, porque são novos demais para pensar em responsabilidades. Logo, quando uma mulher manifesta o desejo de não ser mãe, as pessoas ao redor ficam chocadas e interpretam mal, argumentando que estão refutando a "natureza feminina", quando elas apenas foram educadas a aspirar por isso.


Portanto, diante do exposto, depreende-se que a mulher tem sua liberdade restrita ao lhe ser atribuída uma culpa que não é sua. Por isso, para solucionar a questão, é necessário a união da esfera Legislativa, do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde. Cabe ao primeiro a criação de leis e reformas direcionadas aos pais, visto que alguns se sentem "livres" após pagar a pensão. Assim, é preciso balancear os deveres da criação. O Ministério da Educação, por sua vez, deve orientar projetos a serem discutidos  nas escolas, para que os adolescentes se conscientizem e se sintam desimpedidos para moldar uma sociedade mais justa. Por fim, o Ministério da Saúde, tem que coordenar campanhas por todo o país, através das Unidades Básicas de Saúde, para prestar assistência psicológica às mulheres, a fim de que não se sintam "erradas" em investirem na sua própria felicidade. Nesse sentido, com a efetivação de tais medidas, a mulher agirá conforme a sua vontade, como descrito por Bia Ferreira.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!