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A relação entre professor e aluno e o processo de aprendizagem

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à relação entre professor e aluno nos processos de aprendizagem. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a sensação de superioridade do educador, bem como a ausência de investimentos na educação.  


Sob esse viés, pode-se apontar, como um obstáculo à consolidação de uma solução, a sensação de superioridade do educador. A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX –utilizada como base do Nazismo –, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão da relação entre professor e aluno nos processos de aprendizagem, cuja base é uma forte discriminação. 


Além disso, cabe ressaltar que a falta de investimentos na educação é um forte empecilho para a resolução do problema. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da formação educacional, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.


  
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, é essencial que o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar conflitos socias na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos, para que os professores possam discutir questões como sua relação com os alunos e os processos de aprendizagem, e consigam, assim, propor diferentes soluções em conjunto com os alunos. Assim, os reflexos da Eugenia permanecerão nos livros de história, distantes da realidade brasileira. 

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