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A relação entre professor e aluno e o processo de aprendizagem

    Sócrates, na Grécia antiga, estimulava o pensamento crítico dos jovens, de modo que esses pudessem refletir sobre a sociedade da época, fato que fez com que os governantes locais condenassem o filósofo à morte. Mais de 2000 anos depois, na contemporaneidade, muito ainda se é discutido sobre a relação entre aluno e professor no processo de aprendizagem. Nesse sentido, entender a importância do ensino na perspectiva de evolução conjuntural, bem como apontar mazelas que assolam essa relação aluno-professor, torna-se imprescindível para um aperfeiçoamento ético-social.


      Primeiramente, urge compreender a real significância do ensino. Paulo Freire já dizia que se movia como educador, porque, primeiro, se movia como gente. Analogamente à frase do pedagogo, observa-se que o ensino transpassa a noção simplista de apenas conteúdos pragmáticos, de modo que a formação intelectual do jovem, mediante troca cultural e de empatia entre professores e outros alunos, possibilita o desenvolvimento crítico e humanístico entre todos envolvidos. Com isso, o ideal kantiano de que a educação promove a emancipação do homem é de fato alcançada. 


      No entanto, a persistência de problemas estruturais torna todo esse ideário utópico. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Aludindo-se ao pensamento do sociólogo, nota-se nos colégios brasileiros, o intenso desrespeito, moral e físico, de alunos para com os professores, fato que corrobora para, além do desestímulo dos profissionais docentes, a manutenção de uma comunidade egoísta e acrítica. Com efeito, sem uma mudança nesse paradigma, a banalidade do mal de Hannah Arendt, na qual uma atitude opressiva torna-se comum, tende a se sobressair socialmente.


     Portanto, medidas são imperiosas para a transfiguração dessa relação atual no seio escolar. O Ministério da Educação deve promover palestras e debates nos colégios. Isso deve ser feito mediante uma melhor distribuição orçamentária entre a união, de modo que essas verbas possibilitem a contratação de psicólogos e pedagogos. Com isso, esses profissionais poderão mostrar aos jovens os problemas e a necessidades de melhoria na comunicacional colegial, proporcionando a mudança do mindset opressivo das relações. Dessa forma, diferente da Grécia do passado, o aprendizado seja valorizado. 

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