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A reinserção de ex-presidiários na sociedade brasileira

No livro "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo civil caracteriza-se pela supressão de problemas. Contudo, o que se observa na factualidade contemporânea é antagônico à obra, uma vez que os impactos oriundos da falta de reinserção dos ex-presidiários na sociedade brasileira, apresentam barreiras que dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, que mescla conflitos nos âmbitos sociais e políticos, torna-se imprescindível uma severa análise das possíveis causas e soluções sociopolíticas para o imbróglio.


A primórdio, é importante enfatizar que segundo o Conselho Nacional de Justiça, 70% dos presos, depois de soltos, retornam a praticar atos criminosos. Nesse contexto, a superlotação e a precarização da grande maioria dos presídios brasileiros são elementos que dificultam a reinserção, visto que a partir do momento em que são privados de direitos básicos constitucionais, como o acesso à saúde e à educação, os presidiários se tornam mais propensos a se especializarem no mundo do crime. Portanto, torna-se necessária uma melhora na infraestrutura do sistema penitenciário.


Ademais, faz-se mister ressaltar que segundo o filósofo contemporâneo Michael Foucalt, a punição como forma violenta de modo que o preso caia no ócio, é mais barato e simples para o Estado. Em contrapartida, a readequação do indivíduo, repensando nos próprios erros para ser reinserido na sociedade, é mais cara. Sob essa perspectiva, conclui-se que a negligência do Governo Federal para com o ajuste do comportamento social dos detentos, pode ser apontada como fator primordial para a persistência do impasse.


Dessarte, caminhos devem ser explicados para solver o infortúnio, levando em consideração os pontos abordados. Logo, o Poder Executivo como instância máxima da administração, deve por intermédio de verbas da união, desenvolver projetos com a finalidade de melhorar as condições de vida dentro das prisões. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação, a preparação de cursos profissionalizantes para oferecer aos carcerários a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. Dessa maneira, a questão supracitada poderá ser profligada

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