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A reinserção de ex-presidiários na sociedade brasileira

Heráclito de Éfeso, o filósofo do devir, acreditava que os seres e as coisas no mundo estão em permanente transformação. Paralelo a isso, em um cenário hodierno, uns indivíduos definem outros, perpetuamente, baseando-se em apenas uma ação destes, muitas vezes a errônea, ignorando o princípio de Heráclito. Sob este viés, a reinserção de ex-presidiários na sociedade surge como um desafio, uma vez que tanto o preconceito social, quanto a falta de ações governamentais culminaram nesta realidade.


Em primeira análise, os estereótipos criados historicamente podem ser considerados um empecilho à consolidação de uma solução. De acordo com Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturaram a sociedade. Sendo assim, é notório que, ao longo dos séculos, os julgamentos públicos, permeados de matanças, a fim de servir como exemplo a outrem, implicam nos dias atuais quando os ex-presidiários carregam não só o seu crime cometido – já constitucionalmente quitado -, mas também a simbologia antepassada de traidor desumanizado. Dessa forma, o preconceito, velado no corpo-social há séculos, apresenta-se na forma de marginalização dos antigos detentos.


Outrossim, a negligência dos órgãos governamentais é um grande impasse à resolução da problemática. Em consonância com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio na sociedade seja alcançado. À vista disso, a inexistência de medidas que advenham dos legisladores em atuação, com o intuito de que haja a reintegração de ex-presidiários na comunidade, gera tal descompasso social referido pelo filósofo. Nesse sentido, é de suma importância que se analise a situação presente sob outras óticas, para que o descompromisso, a irresponsabilidade e a falta de humanidade nunca transcendam a isonomia na realidade.


Infere-se, portanto, que a reinserção de ex-presidiários é um problema. Destarte, o Estado deve tomar as rédeas deste quadro deletério, a fim de que este quadro seja contornado. Por conseguinte, é necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por intermédio do Ministério da Economia, serão revertidas em incentivos fiscais às empresas que contratarem sujeitos que já foram presos, com a intenção de que estes restituam sua dignidade. Só assim, um ambiente mais justo ressurgirá.


 

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