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A reinserção de ex-presidiários na sociedade brasileira

    Na série espanhola Vis a Vis, é retratado o cotidiano de várias mulheres em meio ao sistema prisional. Nesse sentido, em certo momento, a personagem Cachinhos precisa de um emprego para conseguir o regime semiaberto, mas por sua falta de profissionalização e a aversão da sociedade, ela não consegue. Analogamente, a reinserção de ex presidiários na sociedade brasileira é problemática, tendo em vista que a falta de escolaridade dos detentos e o preconceito da sociedade, são problemas.


    Nesse contexto, é notável a escassez de recursos relativos à educação nas penitenciarias brasileiras. Em vista disso, segundo o levantamento de dados do Conselho Nacional de Justiça, cerca de menos de 13% da população carcerária no Brasil têm acesso à educação dentro da penitenciaria, vale salientar que a maioria dos detentos já são inseridos no sistema prisional com baixa escolaridade. Desse modo, é certo afirmar que as penitenciarias brasileiras não favorecem a reintegração.


   Outrossim, o prejulgamento da sociedade em relação e ex presidiários dificulta a reassociação. De forma que, quando fora do sistema, o indivíduo encontra dificuldades para ser novamente aceito pela família e comunidade, atitude aprovada pela frase recorrente em redes sociais, que são o espelho da sociedade, em que “Bandido bom é bandido morto”. Negando, assim, a ressocialização.


   Em síntese, medidas devem ser tomadas, a fim de mitigar as questões em volta da reinserção de ex presidiários na sociedade brasileira. Portanto, é dever do Governo, em parceria com os poderes executivo e legislativo, conceber uma reforma do sistema carcerário, promovendo o acesso à educação e formação profissionalizante para detidos como parte obrigatória para conclusão de sua pena, com professores instruídos para a situação, com o intuito de apaziguar a rejeição por parte da sociedade e dar maiores oportunidades para a população de ex presidiários. Espera-se assim, uma sociedade mais inclusiva e longe da realidade de Vis a Vis.

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