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A reinserção de ex-presidiários na sociedade brasileira

Assim como para Durkheim existe a solidariedade orgânica, essa como definição de nossa sociedade, a qual é composta por indivíduos complexos e distintos, contudo interligados. E expresso isso visando, a característica da solidariedade orgânica em correlação às punições para delitos cometidos por membros do corpo social, a qual deveria ser a reabilitação dos mesmos. Todavia torna-se perceptível que os encarcerados acabam em liberdade piores em relação ao momento de quando entram, devido à exclusão destes da sociedade, os quais são tratados de forma inferior, agindo de forma contrária e hipócrita em relação à real função das cadeias.

Primeiramente o encarceramento no Brasil não vem realizando reabilitações, uma vez que, a taxa de indivíduos que retornam aos seus antigos hábitos de criminalidade é de 70 %, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Logo demonstrando falhas ante as instituições, as quais deveria favorecer acolhimento e reabilitação, hoje existe punição e repressão.  Assim como escrito em um diário de um detento do Carandiru “assim acordo mais um dia, sobre o olhar sanguinário do vigia”. Diário que mais tarde se tornaria uma música do grupo Racionais MC’S, como modo de crítica aos tratamentos que encarcerados recebiam.

Por conseguinte, a reabilitação torna-se quase inviável, logo que a sociedade detém um preconceito contra ex-presidiários, especialmente em momentos de entrevistas de empregos. Bem como já dito o ambiente cativado por presídios é hostil, portanto, ocasiona o retorno à criminalidade, o que origina o senso comum de que, todos ex-presos são possivelmente perigosos. Logo os libertados muitas vezes não conseguem dar continuidade ao processo de reabilitação, outro fator que proporciona o retorno à criminalidade. Em suma com o relato de Odair José Borges, preso no presídio dos Curitibanos, no qual se menciona a preocupação de arrumar emprego para recomeçar sua vida, apesar ter completado seu ensino médio na prisão.

Contudo a dissipação do medo para aqueles que estão a volta de ex-presidiários pode ser revertida com a realização de mudanças no modo com que são reabilitados. Certamente trabalhando com ambientes acolhedores, como demonstrado pela Associação de Proteção e Amparo de Condenados. Logo para a retratação de presos, recursos público-privados, encaminhados pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), prestariam cuidados de inclusão e reabilitação, integrando reformulações ao sistema prisional. Bem como o controle dos guardar ante a presidiários, o incentivo a execução de trabalhos, tanto em reformas presidiárias quanto na preservação do presídio, e o encorajamento do estudo entre presos, reservando horários para atividades educacionais e assim , quando fossem liberados, reteriam conhecimento básico sobre os ensinos fundamentais, logo tendo oportunidades melhores. Eventualmente, a reforma do sistema prisional aboliria o preconceito, e por conseguinte, a aceitação de ex-presidiários à sociedade se estabeleceria.

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