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A reinserção de ex-presidiários na sociedade brasileira


Os ex-presidiários quando reintegrados na sociedade se desentendem com ela. O poder público além de não acolher essas pessoas devidamente, também vive de eventuais criminalidades, só não fica na margem da sociedade. E o olhar crítico das pessoas exige que um cidadão sofra no mínimo uma acusação para que se inicie uma rotulação.
O povo brasileiro tem ciência que a corrupção pulsa nas veias e artérias da sua política. Por que então o julgamento jurídico e social é diferente a partir da classe social ou do nível de participação política? Acontece que a forma como o criminoso será rotulado vai depender desses fatores, acarretando em retornos diferentes para a sociedade posteriormente, na qual não haverá oportunidades para um, mas para outro sim. Isso ainda sem suporte na reinserção do ex-presidiário. E o pertinente questionamento dessa problemática possibilita parafrasear o Padre Antônio Vieira, no sermão do bom ladrão, ao afirmar que "o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito os Alexandres".
Surpreendentemente, o povo, que deveria ajudar para ajustar seu próprio povo, não o faz. A forma moral vigente na sociedade, definida pelo sociólogo Émile Durkheim, como consciência coletiva, que redige conjuntos de regras estabelecedoras de valor e delimita o ato individual é que padroniza o olhar crítico. Por sua vez esse olhar rotulará o indivíduo e moldará pré-conceitos dele, consequentemente portas de oportunidade na vida desse sujeito se fecharão, o obrigando a voltar de onde saiu. E desde então sua vivência será na margem da sociedade.
Em suma, esses são fardos que a sociedade brasileira carrega, mas não assume. É necessário que o ex-presidiário seja estimulado a enxergar novas portas além da criminalidade. Pessoas que já tivessem sido presas, porém reintegradas na sociedade conversariam com os presidiários de modo que usariam a empatia, ao lado dos familiares da pessoa afim de abrir sua mente. Por outro lado o Legislativo trataria de políticas públicas de realocação deles no mercado de trabalho e na formação educacional.
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