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A reinserção de ex-presidiários na sociedade brasileira

Desde o Iluminismo, muitos teóricos pregam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam para resolver o problema do próximo. Indo contra esse ideário, boa parte dos governantes brasileiros pouco fazem para resolver o problema carcerário. Isso se evidencia não só pela imensa falta de estrutura prisional, mas também pela escassez de ações ressocializadoras para a reinserção dos detentos na sociedade e no mercado de trabalho.
É irrefutável que a superlotação e má conservação dos presídios é um dos maiores causadores dessa mazela social. Segundo Sócrates, "Os erros são consequência da ignorância humana". Seguindo esse juízo, muitos gestores não sabem, ou não querem saber, que prisões que não oferecem um ambiente minimamente humano se transformam em problemas maiores, materializando em rebeliões e carnificina com mortes de internos, como ás ocorridas no ano de 2017 no Estado do Rio Grande do Norte. Por conseguinte, tal problemática não é resolvida e se espalha pelo país.
Vale também ressaltar que o Estado não prepara o detento, oferecendo educação e capacitação profissional, para sua recolocação no corpo social. Nessa lógica, é notável que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente garantidor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona a real socialização desses infratores, provocando o aumento da criminalidade após a soltura desses cidadãos, tornando quase que utópico a transformação desses homens em pessoas de bem. Desse modo, o mundo de Thomas Morus nunca foi tão romanticamente inalcançável.
Fica evidente, portanto, que o revés do sistema prisional precisa ser resolvido. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Justiça, por meio de parceria com os Estados, padronizar toda rede prisional, modernizando a estrutura e ampliando a quantidade de vagas, no intuito garantir um ambiente propício á recuperação desses indivíduos e mudar essa triste realidade. Ademais, o supra citado ministério, em consonância com o segundo setor da economia, precisa oferecer educação de qualidade, cursos profissionalizantes e emprego para os presos e sua posterior oportunidade no mercado de trabalho após pagarem suas penas, colocando de vez um fim a esse ciclo de perpetuação na vida criminosa. Assim, o Brasil seria uma nação que segue o modo Iluminista de sociedade.
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