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A reciclagem de lixo no Brasil

Na Era Vargas, durante o período do Estado Novo, houve a abertura de inúmeros polos industriais por todo o território, visando o aprimoramento da economia e do meio socio-político. No entanto, essa ação não foi preparada em paralelo aos impactos ambientais, e hoje as consequências são desastrosas, visto a imensa quantidade de lixo produzido sem que haja uma reciclagem adequada. Isso ocorre ora pelo descaso e ineficiência das esferas governamentais, ora por um meio cívico irresponsável ambientalmente. Assim, hão de ser analisados tais fatores a fim de solucioná-los.


 


Em primeira análise, é imperativo pontuar que a má gestão do lixo no meio ambiente por parte do Estado não só é desrespeitosa, como também inconstitucional. Isso porque a Constituição Federal de 1988 afirma que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é atribuído como um direito a todos e sua tutela um dever de todos, no entanto, são poucos os incentivos para o reaproveitamento do lixo, tanto financeiramente quanto socialmente, visto a quase inexistência de empresas que cuidem disso e o baixo número de propagandas ou cartilhas que compartilhem em detalhes como reutilizar o lixo produzido. Tal fator acentua ainda mais os impactos ambientais já existentes desde do Estado Novo, e, caso não haja mudança, estes poderão ser ainda mais desastrosos no futuro, haja vista que mais de 75% do lixo produzido em todo o território nacional tem como fim os lixões, de acordo com a Universidade Federal de Viçosa. É nítido a ausência de efetivação das políticas públicas por parte do Poder Executivo e Judiciário frente ao processo de reciclagem.


 


Em segunda análise, é contundente destacar a negligência social no que se diz respeito ao reaproveitamento do lixo e consciência ambinetal. Na obra O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, o autor descreve o lugar em que vive os moradores como sujo, poluído e descuidado e deixando claro que eles estão adaptados àquela situação. Esse paradoxo se aplica a realidade, uma vez que por meio de um viés inconsciente - no qual o meio social opta por jogar o lixo produzido pela janela do carro ao invés de guardá-lo até encontrar um local para o depósito adequado, por exemplo - prevalece a facilidade e rapidez à forma correta do descarte do lixo, acarretando assim em trágicas consequências, desde inúmeras doenças advindas dessa ação, repetida várias vezes, a entupimentos de bueiros em temporadas chuvosas. Ora, falta discernimento em relação a educação ambiental e a necessidade de preservar o meio em que se vive para o próprio bem.


 


Depreende-se, portanto, a necessidade restituir o descaso ocorrido com o meio ambiente na Era Vargas. Assim, é substancial que o Estado incetive os meios de reciclagem por todas as cidades, criando empresas específicas para esse tipo de trabalho, tornando o processo de reutilização de materias descartados benéfico ambientalmente e economicamnete, gerando empregos. Essa ação pode ser firmada pelo Poder Executivo, delegando a cada estado o investimento financeiro adequado para que haja a escolha e capacitação dos empregados, com o fito de, no futuro, alcançar a sustentabilidade efetiva como a praticada na Alemanha, por exemplo, que é considerada a mais eficiente.

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