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A reciclagem de lixo no Brasil

No filme Wall-e, o futuro do planeta Terra é apresentado como um lugar totalmente inabitável aos seres humanos, restando apenas um robô coletor e alocador de lixo, numa imensidão de resíduos deixados pelas gerações passadas. Nesse cenário, uma tripulação vive isolada no espaço há pelo menos 700 anos, impossibilitada de retornar devido a toxidade e falta de oxigênio. Analogamente, o Brasil vivencia um período de descaso quanto à finalidade dos resíduos produzidos, podendo levar à uma situação semelhante ao filme dentro de alguns séculos. Fundamental é, dessa forma, compreender que e a reciclagem do lixo tem um papel fundamental na manutenção da vida e dos recursos naturais no planeta.


Em primeiro plano, é notável a displicência da população em relação ao descarte dos resíduos. Para o diretor da fundação Greenpeace, Paul Watson, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente; em função disso, dar-se a entender que o povo brasileiro pouco tem conhecimento sobre as reais consequências do acumulo de lixo no próprio ambiente em que vive. Os materiais inorgânicos, como o plástico por exemplo, resistem na natureza durante centenas de anos, contaminando o solo e os oceanos, e ameaçando diretamente diversas espécies de animais.


Ademais, é preciso perceber que o prejuízo não é apenas ambiental, como também econômico. De acordo com o Plano Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), apesar de 30% de todo o lixo produzido no Brasil ter potencial para a reciclagem, apenas 3% deste acaba passando por tal processo. Esses números revelam que uma grande fonte de renda é desperdiçada, o que seria suficiente para manter várias famílias através de cooperativas de reciclagem. Além disso, a coleta de lixo seletivo ainda é pouco desenvolvida no país, principalmente na periferia das grandes cidades, onde quase todos os resíduos das residências tem como destino a ambiente.


Portanto, a fim de reduzir as consequências geradas pelo mal descarte do lixo, e ampliar o reaproveitamento desses produtos, o Ministério do Meio Ambiente, deve fornecer verba suficiente para que as prefeituras criem pontos de coleta seletiva eficiente em cada bairro, onde cada residência seria registrada. Outrossim, o setor privado junto aos empresários locais, poderiam fornecer créditos em redes de supermercados e postos de gasolina, por exemplo, a fim de estimular a reciclagem como um processo compensatório. Talvez, assim, podemos evitar que o Brasil e o mundo atual tenha o mesmo destino do planeta Terra apresentado em Wall-e.

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