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A realidade da mortalidade infantil no Brasil
Ao analisar o tema sobre mortalidade infantil, vê-se que o problema não surgiu atualmente. Devido ao êxodo rural, no início do século XX, a superlotação das cidades juntamente com as péssimas condições de vida, foram um caminho para a proliferação de doenças que levaram à morte milhares de crianças. Após décadas desses acontecimentos, a taxa de mortalidade infantil voltou a crescer no Brasil, o que leva a refletir sobre os inúmeros motivos que acarretam essa situação.

Um ponto que ocasiona a morte de crianças, de até um ano, é a falta de assistência hospitalar às gestantes, que, em diversas situações, enfrentam a baixa qualidade no atendimento do pré-natal, bem como revela o artigo do Caderno de Saúde Pública, em que 85% das pacientes não recebem a assistência ideal no pré-natal. Nesse contexto, percebe-se que as grávidas e os bebês correm o risco de não evitarem possíveis doenças que tragam sérios prejuízos à saúde da criança, já que, sem as orientações necessárias para uma gravidez saudável, estão sujeitas à desproteção da vida do bebê.

Ao visar tal realidade, percebe-se a dificuldade para debater o tema em sociedade, que, em sua grande maioria, não tem conhecimento de quão grave é a situação de crianças que vivem em locais pobres, com saneamento básico escasso e suscetíveis à contaminação de doenças. Com o intuito de apresentar essa realidade, o livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, retrata a dificuldade de crianças abandonadas ao enfrentarem a varíola. O livro crítica a falta de amparo a esses menores e evidencia as dificuldades ao buscar atendimento médico, tal qual a realidade, em que mães não usufruem de consultas de qualidade para as crianças.

Dado o exposto, chega-se ao impasse de que é necessário o Ministério da Saúde, juntamente com a Pastoral da Criança, iniciarem campanhas que visem uma maior qualidade no atendimento a gestantes e bebês, promovendo o desenvolvimento saudável de crianças, para que tenham acesso às vacinações regulares e aos medicamentos gratuitos, assim, poderão frear a mortalidade infantil. Por outro lado, debater o tema em escolas e universidades é essencial até que se conscientize sobre o problema.
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