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A questão da água no Brasil

 O médico inglês Thomas Fuller afirmou: "Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água". Se, portanto, é fato o que ele declarou, a valorização desse recurso está próxima, pois, infelizmente, o cenário de crise hídrica encontra-se na realidade hodierna. Nesse âmbito, relativo à escassez da massa líquida doce no Brasil, pode-se destacar causas quantitativas, como as consequências das queimadas, e qualitativas, por exemplo, os impactos da poluição por esgoto doméstico na existência desse problema.



 Vale evidenciar, primeiramente, que as queimadas contribuem para a crise atual. O Brasil abriga uma grande parcela de dois dos maiores aquíferos mundiais: o Sistema Aquífero da Grande Amazônia e o Aquífero Guarani. Entretanto, o país, paradoxalmente, ainda possuí, em média, 35 milhões de brasileiros sem acesso à água potável, segundo a Organização Mundial de Saúde- OMS. Esse ambiente se dá, principalmente, pelo aumento da queima de florestas tropicais, uma vez que essas regulam, por meio da evapotranspiração, a umidade do ar e, consequentemente, os índices pluviométricos que alimentam os reservatórios hídricos. Esse cenário pode ser observado ao se analisar a pluviosidade e torrencidade das chuvas na região sudeste após a intensa degradação da Mata Atlântica.



 Ademais, a poluição do recurso hídrico corrobora com a problemática, haja vista a carência de políticas públicas que visem o desenvolvimento de sistemas de tratamento de esgoto. De acordo com a Organização das Nações Unidas- ONU, mais de 4 bilhões de pessoas não têm acesso à água tratada. Essa realidade é mais evidente na vida da população de baixa renda, porque a fragilidade econômica a distancia dos locais onde se concentram os investimentos estatais. Desse modo, potencializa-se o problema da massa líquida doce do Brasil, alertando os indivíduos sobre a urgência do problema.



 Entende-se, portanto, que a escassez de água em consonância à poluição desse recurso contribuem para a crise hídrica no Brasil. Para que seja garantido o acesso a esse bem público, urge que o Poder Legislativo intensifique a rigidez das condições para a realização de queimadas, permitindo-as somente em casos estritamente necessários, por meio de modificações nas leis ambientais já sancionadas. Além disso, emerge que o Ministério da Saúde promova o desenvolvimento de estações de tratamento de esgoto nas regiões periféricas que carecem desse direito, tendo como intermédio orçamentos públicos, visando diminuir o número de cidadãos que não têm afluência à massa líquida tratada.



 

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