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A questão da água no Brasil

                                  No Antigo Egito, a água era um recurso natural indispensável para a sobrevivência do povo, em virtude de sua importância nos processos agrícolas da nação egípcia. Consoante a isso, nota-se que, hodiernamente, a água continua sendo um recurso vital para a existência humana, porém a sua existência tem sido cada vez mais ameaçada, tanto por causa do capitalismo selvagem, quanto pelo descaso social. Dessa forma, é fundamental analisar ambos os problemas, a fim de que se possa contorná-los.


                           Em primeira análise, é imprescindível ressaltar o capitalismo selvagem. À vista disso, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, os indivíduos “líquidos” estão preocupados em buscar apenas o lucro próprio e o sucesso individual, abdicando a concepção de bem-estar da coletividade. Paralelo a isso, no século XX, deu-se início à Revolução Verde, movimento que transformou as produções agrícolas através de avanços tecnológicos, fato que aumentou o uso de água, devido à forte necessidade da utilização desse recurso nas plantações em larga escala do agronegócio e, por conseguinte, fez com que ao longo do tempo, o desperdício de água passasse a crescer notoriamente no meio ambiente, em decorrência do seu uso demasiado no agronegócio. Esses acontecimentos são frequentes em razão da mentalidade capitalista dos empresários presentes no corpo social e, como consequência, há o crescimento da ameaça de escassez de água no mundo. Nesse contexto, é visível a existência de uma modernidade líquida.


                      Outrossim, vale salientar o descaso social em relação ao processo de escassez de água. Segundo a filósofa Hannah Arendt, a "banalidade do mal" é exercida quando atos irracionais e massificados adquirem um caráter normativo pelo corpo social. Sob essa ótica, é perceptível a ausência de sustentabilidade em relação ao uso de água, uma vez que, ao analisar a sociedade, verifica-se a falta de interesse e preocupação da população com esse recurso natural, pois a maioria dos indivíduos não têm o hábito de reutilizar água ou fazer campanhas que busquem conscientizar os outros sujeitos do meio social sobre as consequências da utilização irregular de água e, consequentemente, esse pensamento dificulta a cooperação social para reduzir os danos ambientais causados pela falta desse recurso natural. Nessa perspectiva, é fundamental que haja a quebra dos paradigmas que impedem a erradicação dessa problemática.


                        Portanto, medidas devem ser tomadas para que o desperdício de água seja mitigado no corpo social. Dessa forma, o Governo, em parceria com a mídia, deve dinamizar a promoção de atividades que visem à abordagem sobre os malefícios do uso irregular de água; isso pode ser realizado com a exposição de propagandas a nível nacional, que, por meio de diálogos engajados, exponham informações a respeito do consumo excessivo e da falta de reutilização da água, bem como as consequências que envolvem essas práticas, além de instruir a população acerca da importância da utilização sustentável desse recurso, buscando educar de forma coerente os indivíduos sobre o assunto em questão. Assim, garantir-se-á a dissolução da problemática.

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